Com orçamento menor, Anac terá que optar entre corte na fiscalização ou na operação olímpica

Por Painel

De duas, uma Em 2016, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) terá de optar entre reduzir a fiscalização das concessões de aeroportos e cortar o efetivo da operação de apoio às Olimpíadas. Durante a Copa, a agência colocou funcionários de plantão nos aeroportos para auxiliar turistas e dar suporte às companhias, evitando episódios de caos aéreo. A fiscalização relativa à segurança dos voos será mantida. Até agora, o orçamento caiu 13,5%, de R$ 177 milhões para R$ 153 milhões.

Socorro Com menos brasileiros voando, as aéreas pedem ajuda ao governo. Querem ser liberadas de duas obrigações: não cobrar por bagagens de até 32 kg em rotas internacionais e arcar com refeições e diárias quando cancelamentos ocorrerem por condições climáticas.

É quase amor As demandas contam com a simpatia da Anac e da Secretaria de Aviação Civil. O governo está preocupado com a situação financeira das companhias, que já avisaram que irão devolver aeronaves e reduzir o número de rotas em 2016.

Passaporte O empresário João Doria Jr., um dos pré-candidatos do PSDB à prefeitura de São Paulo, declinou do convite feito pelo governo da China para conhecer, em janeiro, projetos de empreendedorismo nas principais cidades do país asiático.

Bilhete Único “Troquei Xangai, Pequim e Hong Kong por Itaquera, Guaianases e São Miguel”, afirma o pré-candidato. O giro pela periferia paulistana, segundo o tucano, está programada para começar já na primeira semana do ano que começa.

Feliz 2015 As empreiteiras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão estão pessimistas sobre o destino do estaleiro Atlântico Sul, no qual são sócias. A Transpetro, única cliente do empreendimento, tem a intenção de cortar as encomendas. As negociações continuarão em janeiro.

Contradição Diplomatas enxergam um paradoxo na pressão de Israel pela indicação de Dani Dayan à embaixada israelense. Ainda que o governo brasileiro decidisse aceitá-lo —o que, a propósito, não deve ocorrer—, dizem que ele teria baixíssimo acesso a autoridades brasileiras.

Pra galera Aos olhos do Itamaraty, a escolha de Israel mata a própria ideia de manter um embaixador de alto nível no país. “Isso tudo sugere que a indicação para o Brasil foi uma jogada de cena para o público interno israelense”, opina um diplomata.

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Venham a mim O presidente da Alesp, Fernando Capez (PSDB), quer montar a “maior biblioteca da cidade” no prédio, levar exposições de arte ao local e colocar food trucks no estacionamento. “Edir Macedo tem o Templo Salomão”, ele diz. “Eu tenho a Assembleia.”

Poesia jurídica Advogado de políticos investigados na Operação Lava Jato, o criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, citou o poeta Manoel de Barros na mensagem de fim de ano que enviou a seus contatos.

Às contas Escreveu Kakay, parafraseando um verso: “90% do que escrevo é inventado, só 10% é mentira”.


TIROTEIO

No volume morto, agora, só restam mesmo as aprovações dos governos da Dilma Rousseff e do Fernando Haddad.

DO DEPUTADO VANDERLEI MACRIS (PSDB-SP), sobre os baixos índices de popularidade da presidente da República e do prefeito de São Paulo.


CONTRAPONTO

Questão semântica

No último dia de 2015, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), compareceu ao tradicional almoço do Bom Prato da rua 25 de Março. Assim que se sentou, foi abordado por um idoso, que pediu insistentemente:

— Governador, o senhor tem que ir comigo para Nova Iorque! Temos que ir lá juntos! O senhor é muito popular —, disse o idoso, que carregava um exemplar de jornal.

Intrigado, Alckmin demorou alguns minutos até esclarecer a qual Nova Iorque o idoso se referia. Só conseguiu perceber quando viu o jornal que ele carregava: o idoso fazia alusão à cidade maranhense de Nova Iorque, na fronteira com o Piauí, não à americana Nova York.