Governo busca medidas sem custo para destravar economia

Por Painel

Nanoeconomia O governo federal prepara uma lista de medidas que não exigem aportes financeiros para ajudar a destravar a economia. Consultado nos últimos dias, o setor privado fez reiterados apelos pela simplificação das relações trabalhistas e pela viabilização dos acordos de leniência das empresas atingidas pela Operação Lava Jato, considerados muito lentos. Na área de infraestrutura, empresários pediram a criação de mecanismos que garantam a execução das obras contratadas.

Contágio Dados do governo mostram que a inflação e o desemprego devem chegar aos dois dígitos em breve.

Herança maldita 1 O pessimismo nas projeções econômicas para 2016 tem alimentado em setores do PT o receio de que Dilma conclua seu mandato com índices de desemprego semelhantes aos do fim do governo FHC e com o retorno dos que ingressaram na nova classe média à base da pirâmide.

Herança maldita 2 Na avaliação desses petistas —que coincide com a de parte da oposição—, o partido, que já perdeu o discurso da ética, pode viver a “desmoralização” de ver a regressão no processo de inclusão social.

Quanto antes Prefeitos fizeram chegar ao Planalto a falta de “timing político” do governo para autorizar os empréstimos de municípios junto a instituições bancárias estrangeiras —a maior fatia do pedido deve ficar apenas para o ano que vem.

Vitrine Os prefeitos queriam os recursos ainda neste ano para iniciar obras antes das eleições municipais.

Para depois Os auditores da Receita Federal devem rejeitar a proposta de reajuste para a categoria que o Ministério do Planejamento apresentará nos próximos dias. Eles reivindicam a equiparação dos salários aos da Advocacia-Geral da União.

Lá ou cá? Para a defesa de Eduardo Cunha no Conselho de Ética, as manifestações do relator Fausto Pinato na reunião da última quinta-feira corroboram o pedido de suspeição do deputado apresentado pelo peemedebista.

No meio “Como o relator do caso, que é o julgador, pode dizer que ele está preparado para debater com a defesa? Quem debate são as partes, não o juiz”, diz Marcelo Nobre, advogado de Cunha.

Amigo defensor Se deixar o Ministério da Justiça, José Eduardo Cardozo poderia coordenar, mesmo à distância, a equipe de defesa de Dilma Rousseff junto ao TSE.

Deslize Em conversas reservadas, Cardozo tem concordado com a avaliação de que faltou “bom senso” na decisão da Polícia Federal de intimar o filho de Lula às 23h.

Uma mão… Na campanha de 2014, Edinho Silva, tesoureiro de Dilma, pediu ajuda a Fernando Haddad para, na condição de prefeito, solicitar contribuições eleitorais a empresários ligados à administração municipal.

… lava a outra Petistas dizem que nada foi feito. Alguns prometem cruzar os braços no ano que vem, quando Haddad tentará a reeleição.

Dança… Depois de mexer no comando da Secretaria de Habitação, Haddad também fará mudanças na presidência da Cohab, estatal da área. Sai João Abukater Neto, indicado pelo deputado Paulo Maluf (PP-SP), e entra Geraldo Juncal Júnior, hoje à frente da pasta de Desenvolvimento Urbano de Embu das Artes.

APODE2211PAINEL

… das cadeiras Haddad decidiu tirar o PP de seu governo depois de o partido anunciar que não estará com ele em 2016 e que pretende lançar o apresentador José Luiz Datena à sua sucessão.

Farofa eleitoral De um petista de cinco estrelas sobre a eleição de São Paulo: “Marta Suplicy vai virar pó. Celso Russomanno pegará seu espólio na periferia, e na classe média ela não entra.”


TIROTEIO

É preciso clarear o significado de golpismo. O país está parado, e quem decide não reage. Dilma e Cunha são duas faces da mesma crise.

DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre a decisão do PSDB, que pede a saída de Dilma, de também defender o afastamento de Eduardo Cunha.


CONTRAPONTO

Balão de oxigênio

Depois de abandonar o plenário para retomar a sessão do Conselho de Ética que analisava o pedido de cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputados marcharam juntos até a sala. Ao final, alguns já demonstravam cansaços, e as palavras de ordem soavam repetitivas.

O decano Ivan Valente (PSOL-SP) sugeriu, então, que se entoasse uma música das recentes manifestações de jovens e mulheres contra Cunha:

—Vamos assim, pessoal: “Ai, ai ai ai, ai ai ai ai ai ai ai, empurra o Cunha que ele cai!”.

Silvio Torres (PSDB-SP) reclamou:

—Ivan, reduz uns ‘ais’ aí, senão a gente perde o fôlego!