Governistas preparam batalha jurídica para evitar avanço do impeachment

Por Painel

O Supremo é o limite O grupo de parlamentares governistas que recorreu ao Supremo Tribunal Federal para sustar o rito do impeachment estabelecido por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) prepara uma batalha jurídica para impedir o peemedebista de dar sequência aos pedidos, depois de ter revogado a questão de ordem que era contestada na corte. O grupo já formata um novo mandado de segurança caso o STF decida que, com a revogação, os recursos anteriores perdem objeto, e o impeachment pode seguir.

Alto lá Os deputados do PT e do PC do B também já tratam da redação de peças para contestar qualquer decisão de Cunha sem a definição de um rito que tenha sido estabelecido pelo Supremo ou pelo próprio Congresso, em nova legislação.

Língua nos dentes No entendimento do grupo, ao fornecer uma resposta à questão de ordem contendo “inovações”, o próprio peemedebista reconheceu que não há um rito claro para o processo de impeachment.

Bateu, levou Tucanos, por sua vez, se armam para contestar o PT pelo pedido de investigação das contas da campanha de Aécio Neves no TSE. A assessoria jurídica do PSDB avalia os argumentos como “absurdos” e estuda a possibilidade de apresentar uma queixa-crime por calúnia ou litigância de má-fé.

Meia palavra 1 No momento em que Cunha sinaliza que pode levar adiante o impeachment, o ex-presidente Lula falou, em almoço com deputados do PC do B, da importância de ampliar o diálogo com o PMDB.

Meia palavra 2 Para o petista, o mais importante é defender o mandato de Dilma. A fala foi interpretada como um recado de que o foco em Cunha nos processos que tramitam contra ele no Conselho de Ética e na Corregedoria deve ficar de lado.

APODE3010PAINEL

Língua de sogra O petista, que completou 70 anos na quarta, ganhou mais um bolo de aniversário. “Vai engordar tudo o que a Dilma emagreceu”, brincou um comunista.

Destino Relatora da ação no Supremo que pode levar o senador Ivo Cassol (PP-SC) à prisão na próxima quarta-feira, Cármen Lúcia desmarcou viagem para participar do julgamento. Ele foi condenado em 2013 por fraude à licitação, mas ainda aguarda decisão sobre seus recursos.

Então, tá Ao negar a existência de superfaturamento em contratos da Petrobras, Pedro Barusco disse, em depoimento a Sergio Moro, que a estatal “pagou caro” porque o mercado estava aquecido.

Exagerado Barusco justificou o aquecimento com a determinação do governo Lula para que a estatal fizesse uma série de obras simultâneas. “Foi um exagero erguer cinco refinarias ao mesmo tempo”, concluiu.

Segue o jogo O Ministério Público Estadual de Minas Gerais deve abrir investigação sobre o governo Fernando Pimentel (PT). O órgão recebeu representação que mostra suposta venda de votos de deputados estaduais na Assembleia em troca de repasses do governo.

Recibo A representação é baseada em entrevista do deputado Douglas Melo (PSC), que disse ter sido obrigado a votar pelo aumento do ICMS para não “jogar por água abaixo” obras em sua base.

Lá vem o pato Paulo Skaf vai instalar o pato da campanha da Fiesp contra a CPMF em frente à Assembleia paulista. Ele quer constranger os deputados para que votem contra o projeto do governo Alckmin que aumenta o ICMS para cerveja e cigarro e zera o do arroz e feijão.

Visita à Folha Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, visitou ontem a Folha. Estava com Flávia Morais, assessora de comunicação social, Carlos Henrique Menezes Sobral, assessor especial, e Reginaldo de Castro, advogado.


TIROTEIO

Líderes do PT vivem reclamando que são perseguidos, mas agora enquadram os movimentos sociais como terroristas.

DE RAIMUNDO BONFIM, coordenador da Central de Movimentos Populares, sobre parte da bancada petista ter votado a favor do texto que tipifica terrorismo.


CONTRAPONTO

Alô, ministro

Ex-companheiro de PT do ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) decidiu telefonar ao colega na semana passada para sondar como estava o clima no Palácio do Planalto depois da reforma promovida por Dilma Rousseff.
Como foi atendido rapidamente pelo antigo correligionário, decidiu brincar:
–Berzoini, só liguei para saber se você está mesmo atendendo com presteza a telefonemas de deputados!
Mantendo o bom humor, ele respondeu:
–Ah, é só para isso? Então deixa eu desligar para atender a outros deputados e ouvir a lista de pedidos…