PSB aposta em disputa interna no PSDB para atrair Alckmin para 2018

Por Painel

Um novo Alckmin O PSB aposta no acirramento da disputa interna no PSDB entre Geraldo Alckmin e Aécio Neves pela candidatura presidencial em 2018 e já se prepara para receber o governador paulista. A articulação, que tem à frente o vice-governador Márcio França, presidente do PSB de São Paulo, leva em conta o surgimento de “um novo Alckmin” –que tem reprovado a atuação de seu partido em uma série de questões nacionais, como o acordo da bancada com Eduardo Cunha sobre o impeachment.

À esquerda Integrantes do PSB identificaram um descolamento de Alckmin do “tradicional perfil conservador”, nas palavras de um dirigente, para alguém de postura “um pouco mais liberal”. Lembram que ele defendeu que o PSDB se juntasse ao PT para impedir a redução da maioridade penal na Câmara.

Espelho A possível filiação de Alckmin foi tema da reunião da Executiva do PSB semana passada. Os que defendem o ingresso do governador dizem que ele poderia resgatar a imagem de Eduardo Campos, morto em 2014.

Efeito Alckmistas, no entanto, consideram que as especulações, neste momento, só beneficiam o senador Aécio Neves, que pode usar a notícia de uma possível saída de Alckmin do PSDB como trunfo para fortalecer seu nome internamente para 2018.

Do ninho “Alckmin é fundador do partido e Aécio não”, diz um aliado do governador, descartando a possibilidade de ele deixar a legenda.

Fica a dica A direção paulista do PSDB defende que Aécio organize um ato em Minas para receber Alckmin. Dizem que seria um gesto de reconhecimento pela atuação do governador na campanha de 2014, quando o mineiro teve 64% dos votos em São Paulo.

Lupa O governo federal iniciou uma ofensiva digital para mapear a propagação, nas redes sociais, de rumores relativos ao Enem.

Rastreamento O trabalho do grupo consiste em detectar o boato, identificar quem o faz e repassar as informações para a Polícia Federal, que irá atrás do autor.

Pós-olímpico Após visita aos EUA, o presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, passou a defender junto ao governo que o Brasil adote como definitiva a isenção de vistos para turistas americanos.

Alerta vermelho O Tribunal de Contas da União pode determinar, na semana que vem, que o governo federal quite imediatamente todas as pedaladas fiscais, dívidas do Tesouro Nacional com bancos públicos que totalizam R$ 40 bilhões.

Para já O ministro Vital do Rêgo sinalizou que pode pautar o assunto na votação do tribunal do dia 28 de outubro.

Cheque especial Como o valor pode fazer explodir o déficit primário deste ano, agravando a situação da economia, e ainda servir de base para o pedido da oposição de impeachment de Dilma, o Planalto cogita assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o TCU.

Pagamento… Pelo termo, a equipe econômica da presidente se comprometeria a pagar tudo de uma vez ou a honrar o passivo em parcelas.

… mínimo A segunda solução jogaria a maior parte dessas despesas para 2016 e colocaria em dúvida o cumprimento da meta de superavit primário (0,7% do PIB) prometida pelo ministro Joaquim Levy (Fazenda).

Ideia fixa Durante encontro com empresários brasileiros na Suécia, Dilma disse que a volta da CPMF é fundamental para que o Brasil saia da crise: “Vou falar nesse tema em toda reunião”, afirmou a presidente.

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Tropa de choque Dois caças Gripen vão escoltar o avião de Dilma, na noite desta segunda-feira, quando a presidente deixa a Suécia rumo a Helsinki, na Finlândia.


TIROTEIO

O assunto é tão sério que não se pode fazer blague. Mas é fato que tem que surgir uma forma aceitável de o país transitar até 2018.

DE ARTHUR VIRGÍLIO NETO (PSDB), prefeito de Manaus (AM), sobre o ministro Marco Aurélio Mello defender a renúncia coletiva de Dilma, Temer e Cunha.


CONTRAPONTO

Meus caças, minha vida

Em meio ao esforço para reduzir gastos do governo e com o corte no Orçamento que atingiu o Minha Casa, Minha Vida, a presidente Dilma Rousseff foi surpreendida por uma pergunta de uma jornalista sueca, durante visita a Estocolmo, neste domingo:
–Presidente, em meio à crise econômica, o Brasil continua tendo condições de comprar “os casas suecos”?
–Casas? –respondeu Dilma, espantada.
–Caças –corrigiram os jornalistas brasileiros, para risadas gerais e alívio da presidente.
–Ah… os caças! Está na cara que tem! E isso é um dos menores problemas que tenho hoje –disse Dilma.