Planalto comemora decisão do STF de fatiar investigações da Lava Jato

Por Painel

Aos pedaços A decisão do Supremo Tribunal Federal de fatiar as investigações da Operação Lava Jato foi bem recebida no Palácio do Planalto. Ministros de Dilma Rousseff argumentam que o desmembramento, além de ser uma decisão jurídica acertada, dilui a tese de um grande esquema de corrupção interconectado. Lembram que o próprio Ministério Público já defendeu a separação, ao propor que os inquéritos de Aloizio Mercadante (PT) e Aloysio Nunes (PSDB) não ficassem com Teori Zavascki.

Ontem 1 Em 2004, o procurador Carlos Lima, que diz que o fatiamento da Lava Jato pode por fim à operação, pediu ao juiz Sérgio Moro que dividisse a investigação da Operação Farol da Colina, decorrente do Banestado.

Ontem 2 Na época, ele disse que era “importante” que se estabelecesse “a cooperação” por todo o país.

Não fecha Na conversa com Dilma, Lula levou a cobrança do PT de que a reforma administrativa fosse adiada. O partido reclama de não ter sido consultado e não admite perder o Ministério da Saúde para o PMDB.

Sim ou sim “Se formos consultado, vamos opinar. Mas, se não formos consultados, também vamos opinar”, diz um dirigente petista.

Qual lado? O grupo de deputados mais próximo de Eduardo Cunha levou ao presidente da Câmara preocupação pelas indicações da bancada do PMDB ao ministério de Dilma. Acham impossível desvinculá-lo dos nomes.

Gato escaldado Apesar de ter sentido uma melhora no clima com Cunha, o Planalto não considera as pontes com o PMDB definitivas. Lembra que muitos peemedebistas pró-impeachment têm cargos no governo.

Parte e o todo Um ex-ministro de Dilma resume: “Quem tem a chance de ter todos os ministérios não vai ficar satisfeito só com um”.

Recordar é… De Manoel Júnior, um dos indicados para a Saúde, sobre o Mais Médicos, em 2013: “Quero ver como será a importação de um cidadão que vem sem o preparo para conviver, por exemplo, com doenças tropicais”.

… viver “É uma questão extremamente grave que a presidenta Dilma Rousseff deve rever”, disse o ministeriável na tribuna da Câmara.

Coadjuvante A Força Sindical foi consultada por representantes do governo sobre a fusão dos ministérios do Trabalho e da Previdência. Dirigentes da central foram radicalmente contra a ideia de o Trabalho ser reduzido.

Por um fio Os auditores fiscais, que estavam dispostos a encerrar a greve que dura mais de um mês, tiveram novo embate com Jorge Rachid, chefe da Receita Federal.

Caindo A medida provisória que contemplava demandas da categoria e tinha o aval de Joaquim Levy foi, segundo os auditores, “desfigurada na Casa Civil”.

Mão do gato O PSDB de Minas avalia que a divulgação dos voos do senador Aécio Neves partiu do governador Fernando Pimentel –que, depois, soltou nota oficial dizendo que os deslocamentos foram legais.

Sem fair play Os tucanos usam o episódio para convencer Aécio de que o partido precisa adotar uma postura mais agressiva contra o petista –partindo para o ataque inclusive contra sua mulher, que está sob investigação.

Ecumênico A senadora Marta Suplicy (SP) convidou governadores de outros partidos para sua filiação ao PMDB, no sábado. “Quero que o ato seja um momento de união nacional, a favor do Brasil”, disse à coluna.

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Primeirão Miro Teixeira encaminhou nesta quarta à Câmara a informação de que se filiou à Rede. É o primeiro deputado pelo partido, o 28º a ter representante na Casa.


TIROTEIO

Depois do prêmio a Alckmin pela crise hídrica, só falta agora uma homenagem póstuma pela morte do Cantareira.

DE EMÍDIO DE SOUZA, presidente do PT paulista, sobre o Congresso premiar o governador tucano por sua gestão na área de saneamento.


CONTRAPONTO

Tapas e beijos

Um dos únicos opositores de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no plenário da Câmara, Silvio Costa (PSC-PE) chamou a atenção ao defender o presidente da Câmara na sessão do Congresso desta terça-feira. Ele queria que Renan Calheiros (PMDB-AL), que comandava a discussão sobre os vetos presidenciais, adotasse um procedimento regimental usado por Cunha –que estava fora do plenário.
–Eduardo Cunha diz que quem não votar obstrução nominalmente tem desconto no salário –disse.
Um aliado do presidente da Câmara rebateu:
–Cunha não vai gostar de saber que foi interpretado e defendido por Silvio Costa.