Teori Zavascki pedirá ao STF para designar outro relator para ‘eletrolão’

Por Painel

Eletrolão não é aqui Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), vai apresentar ofício à presidência da corte para que a parte da operação referente ao setor elétrico seja redistribuída para outro ministro. Repetirá –em escala bem maior– decisão que tomou na semana passada, quando devolveu inquérito contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) por não ver relação com o petrolão. O entendimento contraria o adotado pelo juiz Sergio Moro e pelo Ministério Público Federal.

Jurisprudência Teori tem dito que não existe prevenção (competência de um juiz para julgar ações relacionadas a outras sob sua jurisdição) quando há só encontro fortuito de provas –ou seja: a ligação entre os fatos é tênue.

Universal? Com os colegas, o ministro brinca que ser relator da Lava Jato não o torna prevento a julgar “todos os casos de corrupção do país”.

Livre… A recusa de Michel Temer em indicar um nome para o ministério de Dilma Rousseff foi vista por peemedebistas como a consolidação do descolamento do vice em relação à presidente.

… leve e solto Sem um pedaço na Esplanada atribuído a ele, Temer fica “alforriado” para tomar as decisões que considerar convenientes, ponderam aliados próximos.

Piscada Temer aconselhou Dilma a discutir a indicação da Câmara com o líder Leonardo Picciani e Eduardo Cunha. A petista rebateu que o presidente da Câmara rompeu com o governo, mas o vice a convenceu a fazer o aceno.

Indisposto 1 Renan Calheiros (PMDB-AL) se recusou a participar da reunião para discutir com Dilma uma indicação para a Esplanada.

Indisposto 2 Chamado, o presidente do Senado foi até a petista para dizer que essa posição não cabia institucionalmente a ele, e que o assunto deveria ser tratado diretamente com a bancada.

Day after Para governistas, a chance de manter o veto ao reajuste dos servidores se deve mais à expectativa de poder do PMDB do que ao governo ter retomado algum controle do Congresso.

Não fui eu Joaquim Levy disse a empresários que não foi o autor da ideia de mexer nas verbas do sistema S. O mercado, no entanto, vê as digitais da Fazenda na medida.

No ar O PT usará o ex-presidente Lula em suas inserções de TV e rádio na próxima semana para defender o legado do partido e, nas palavras de um dirigente petista, “mostrar que há luz no fim do túnel”. Lula grava os filmes nesta quarta-feira.

Off-line Dilma não foi chamada a participar. Na versão oficial, petistas dizem que, com o curto tempo de cada esquete, não caberiam duas falas.

Imunização Durante a reunião do conselho consultivo do PT, nesta segunda, um dos participantes disse que, diante de um possível pedido de impeachment, o partido tem de fazer “um clamor à racionalidade”, lembrando que “o julgamento político se faz nas eleições”.

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Frankenstein Um petista brincou com a combinação dos nomes da dupla que comanda a economia do governo Dilma (Joaquim Levy e Nelson Barbosa): “Um Joaquim e outro Barbosa. Não pode dar certo para o PT”.

Racha Embora tenha sido cortejado, o MTST não vai participar dos atos “contra o golpe”. O movimento coordenado por Guilherme Boulos defende que as manifestações têm de ser contra a política econômica de Dilma.

Visita à Folha Herman Voorwald, secretário da Educação do Estado de São Paulo, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Marcelo Martins e Flávia Braz, assessores, e Danilo Vicente e Teresa Miranda, diretores da Atelier de Imagem e Comunicação.


TIROTEIO

Seguindo a lei da máfia, o PT paga o silêncio de Vaccari com esse apoio que dilapida o pouco que ainda restava de sua credibilidade.

DE PAUDERNEY AVELINO (DEM-AM), deputado federal, sobre a direção do PT ter contestado a condenação do ex-tesoureiro da sigla e reafirmado apoio a ele.


CONTRAPONTO

Trabalhismo com cachê

No ato de filiação de Ciro Gomes ao PDT na semana passada, em Brasília, o pagodeiro e vereador Netinho de Paula lembrou já ter dividido o palanque com o novo colega de partido e pré-candidato da sigla à Presidência.
Contou que seu grupo, o Negritude Jr., foi contratado para atrair público em comícios de Ciro em campanhas.
–Então agora você vai fazer campanha de graça! –animou-se o presidente do PDT, Carlos Lupi.
O dublê de artista e político não gostou da ideia:
–Ih, não começa… Pense no trabalhismo, presidente!
Apesar da brincadeira, os showmícios foram proibidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2006.