Pedido da PF para ouvir Lula aumenta pressão de petistas sobre Cardozo

Por Painel

Chuvas e trovoadas O pedido da Polícia Federal para tomar depoimento de Lula aumentou a indignação do PT com José Eduardo Cardozo (Justiça), a quem a instituição é subordinada. Dirigentes lulistas consideraram o relatório “arbitrário”, por não mencionar uma suspeita específica, e criticam a falta de “gestão” de Cardozo sobre a PF desde o primeiro mandato de Dilma Rousseff. Ciente da reação, Cardozo alegou ter reuniões em Brasília para desmarcar ida a evento do PT em São Paulo neste sábado.

Vem pra cá A oposição quer usar a perspectiva do depoimento de Lula para tentar levá-lo à CPI. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é contra a ideia. Disse que a figura de um ex-presidente da República exige “um mínimo de respeito”.

Calhamaço Ministros do TCU se surpreenderam com o tamanho da defesa suplementar apresentada pelo governo às irregularidades apontadas nas contas de Dilma em 2014. Viram as centenas de páginas como uma tentativa de constrangê-los.

Não pegou Relator das contas de Dilma, Augusto Nardes disse a interlocutores que não se sustenta o argumento da Advocacia-Geral da União de que a corte aprovou as contas de FHC em 2001, mesmo com manobras similares às pedaladas.

Tudo igual Quem ouviu a sustentação feita por Luís Inácio Adams nesta sexta-feira no tribunal diz que ela não acrescentou nada à defesa apresentada previamente.

Quase lá A área técnica do TCU já deu seu parecer sobre 11 das 13 irregularidades apontadas inicialmente nas contas de Dilma. Faltam quatro pontos –dois do primeiro lote e dois de agora.

RH Um dos problemas que preocupam peemedebistas na reforma administrativa é o destino de Helder Barbalho (Pesca). Acham que seu pai, Jader, passará a votar contra o governo no Senado se o filho não for realocado.

Sem folga Ministros das áreas econômica e política foram convocados por Dilma para reuniões no fim de semana para definir cortes de despesas e a reforma administrativa, que devem ser anunciados no início da semana.

Folhinha “E, para quem esperava um agosto tenebroso, veio um setembro dez vezes pior”, lamenta um petista.

Rumo ao… Na conversa que tiveram na quinta-feira, Aécio Neves e Geraldo Alckmin avançaram em um consenso mínimo sobre a crise.

… alinhamento Ambos acham que Dilma caminha para se tornar insustentável, mas que não cabe ao PSDB –e sim ao PMDB– tomar a frente do movimento pela saída da presidente do cargo.

Alta plumagem Aécio, Alckmin, FHC e José Serra dividirão a tela no próximo programa nacional do PSDB na TV, a ser exibido no fim do mês, em mais um esforço para mostrar unidade do partido diante da crise do país.

Fica a dica Tucanos avaliaram que, ao dizer que “aquele que quer ganhar a eleição precisa do apoio de Geraldo Alckmin”, Pedro Tobias, presidente do PSDB paulista, estava mandando um recado a Andrea Matarazzo, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.

Chama… O avião que trazia Serra e Ricardo Tripoli para o evento de filiação do PSDB em São Paulo não pode pousar no aeroporto de Congonhas, fechado, e foi desviado para Campinas.

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… o Uber A dupla dividiu um táxi para chegar ao ato, no Esporte Clube Sírio. Um tucano brincou: “Um é mais pão-duro que o outro. Quem será que pagou a corrida?”.

Às armas O PTB em São Paulo pedirá que o Ministério Público investigue dirigentes do PSDB que conduzem negociações para filiar prefeitos à sigla. “Assédio moral é crime”, diz Campos Machado.


TIROTEIO

Falar de impeachment neste momento cria insegurança jurídica no país. O povo pagará a conta, com milhares de desempregos.

DO DEPUTADO CELSO RUSSOMANNO (SP), líder do PRB na Câmara, sobre partidos de oposição lançarem o movimento pró-impeachment.


CONTRAPONTO

No escurinho

No momento em que o governador Geraldo Alckmin e o senador mineiro Aécio Neves se preparavam para entrar no ato de novas filiações organizado pelo PSDB, nesta quinta-feira, em São Paulo, acabou a luz no auditório do Clube Sírio. Como o gerador acendeu algumas poucas luzes, Alckmin optou por um discurso curto:
–Esse escurinho me lembra o crítico literário Agripino Grieco. Certa vez, apresentado a uma moça, ele disse: “Já nos conhecemos, dormimos juntos. Não se lembra? Foi numa conferência do professor Pedro Calmon”.
Para gargalhada geral, o governador continuou:
–Como não quero correr esse risco, encerro por aqui.