Câmara gasta R$ 1 milhão com hora extra em cada sessão noturna

Por Painel

Quem quer dinheiro? Em meio às discussões sobre enxugamento de gastos públicos, a Câmara desembolsa R$ 1 milhão em cada sessão extraordinária, apenas com o pagamento de horas extras aos funcionários. Estudo feito pela Mesa Diretora mostra que, até julho, R$ 50,6 milhões saíram dos cofres do Legislativo para realizar 51 sessões noturnas. Segundo o levantamento, cerca de 2.500 trabalhadores estendem o horário, mas nem todos ficam até o fim das atividades. Para a Mesa, 500 já seriam suficientes.

Fechar a torneira O estudo será submetido por Beto Mansur (PRB-SP), primeiro-secretário, à cúpula da Casa para a edição de uma medida que reduza os gastos com as sessões noturnas.

Lá e cá Na reunião de coordenação política nesta terça-feira, Dilma Rousseff será avisada por ministros com trânsito no Congresso de que não há como aprovar uma elevação de tributos sem que o governo promova um corte significativo de gastos.

Eu avisei Ministros interpretaram que o “remédio amargo” proposto pela presidente pode significar não apenas o aumento de impostos, mas também a redução de programas sociais que antes pareciam “intocáveis”.

Olheiro Jaques Wagner (Defesa) só aceitou nesta segunda ir à Rússia com Michel Temer. Ele já havia recusado o convite, mas foi convencido pessoalmente pelo vice no desfile de Sete de Setembro.

Tour Wagner também vai ao Líbano na próxima semana prestar homenagem aos militares brasileiros que resgataram cerca de 200 refugiados no mar Mediterrâneo.

Pelas beiradas O movimento pró-impeachment na Câmara espera obter a adesão formal de um partido que integra o ministério de Dilma. A deputada Cristiane Brasil (RJ), que preside o PTB, tem conversa agendada com líderes do grupo nesta terça-feira.

Quatro mãos 1 Janaina Paschoal, a advogada que acompanhou a entrega do pedido de impeachment de Dilma feito por Hélio Bicudo a Eduardo Cunha, articula uma aproximação entre o ex-petista e Miguel Reale Júnior.

Quatro mãos 2 A sugestão para que Bicudo discuta o tema com Reale Júnior –que foi acionado pelo PSDB para escrever um parecer sobre o assunto– já foi feita aos dois.

Pede para sair A direção do PT ainda não decidiu pela expulsão de José Dirceu porque há expectativa de que o ex-ministro, denunciado sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, peça seu afastamento do partido.

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À espera Petistas dizem que, internamente, a decepção com Dirceu é “muito grande”, mas que ainda há quem acredite que ele dará explicações à sigla sobre o envolvimento na Lava Jato.

Sobrevida Embora o PT não acredite em uma guinada do governo Dilma, a ordem no partido é trabalhar para “reduzir danos” e “sobreviver até 2018”. Lula diz que, se Dilma afundar, “o PT vai junto” e defende que a única saída é dar atenção à articulação política.

Resgate O PT não deixará de apoiar a presidente, mas alas do partido já desistiram, neste momento, de influenciar a agenda de Dilma.

Que saudade O grupo avalia que, para manter o legado da sigla, é preciso resgatar “a agenda do lulismo”.

No limite 1 Além das pedaladas fiscais, Dilma terá mais problemas no TCU. O órgão está concluindo relatório que mostra o “abandono” das fronteiras brasileiras.

No limite 2 O documento do Tribunal de Contas da União mostra que o país perde cerca de R$ 100 bilhões anualmente com contrabando. Para a corte, os esforços de segurança do governo federal estão desintegrados, e os recursos são mal gastos.


TIROTEIO

Será que os dezoito petistas que pediram a saída de Eduardo terão coragem de defender a demissão de Edinho e de Mercadante?

DO DEPUTADO LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA), sobre a investigação contra os dois ministros e a defesa feita por petistas do afastamento de Eduardo Cunha.


CONTRAPONTO

Trava-língua

Em uma das últimas reuniões da comissão especial para discutir a reforma política no Senado, o presidente do colegiado, Jorge Viana (PT-AC), fez confusão ao anunciar a fala de Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)
— Senador Reguffe com a palavra!
Ao perceber a confusão com o pedetista, que estava sentado ao lado, corrigiu-se:
–Aliás, querido amigo Senador Randolfe. Desculpe, Reguffe e Randolfe…
Randolfe aproveitou para bajular o colega:
–Para mim é um lisonjeio ser assemelhado ou comparado com Reguffe. Estou na mesma esteira dele!