Grupo de Aécio reage a articulação de Temer e defende novas eleições

Por Painel

Partida de truco Ao defender nesta quinta-feira novas eleições, a ala do PSDB ligada a Aécio Neves (MG) reagiu à declaração de Michel Temer de que é preciso alguém que una o país. A cúpula tucana avalia que o vice fez um “movimento importante de tabuleiro” para se cacifar a assumir o poder caso Dilma Rousseff caia. Por isso, decidiu reforçar que só o voto popular pode legitimar um novo presidente se a petista for cassada pelo TSE, e que outra saída será vista como “conchavo” pela população.

Vacina A reação do grupo aecista também visa neutralizar a aproximação de José Serra do PMDB e se diferenciar da posição de Geraldo Alckmin, que tem apostado que Dilma não cairá.

Dedo de prosa Foi Temer quem pediu para se encontrar com Dilma para esclarecer o teor de suas declarações. Ele foi aconselhado por aliados a tomar a iniciativa.

Em casa Depois dos elogios recíprocos trocados entre o vice-presidente e aliados de Alckmin, o comentário no Bandeirantes era que o peemedebista parecia aliviado ao deixar o caos de Brasília.

apode0708painelSonho meu Relembrando o governo de Franco Montoro, Temer disse: “Toda vez que venho aqui no Palácio dos Bandeirantes vejo alegria. O governo tem que ser uma coisa alegre”.

Outra hora O vice usou “o clima tenso em Brasília” para justificar o cancelamento, em cima da hora, da reunião que teria com vereadores e deputados do PMDB de São Paulo para discutir a sucessão na capital paulista.

Sem ele Os tucanos que estiveram com Renan Calheiros (PMDB-AL) nos últimos dias saíram convencidos de que o presidente do Senado pisou no freio nas negociações para apear Dilma.

De saída Do líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), sobre a relação entre partido e governo: “A posição hoje não é majoritária, mas se o governo continuar nessa rota, o rompimento é consequência natural”.

O culpado… O Planalto aponta Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como responsável pela articulação que manteve em pauta a PEC do reajuste a servidores e permitiu sua aprovação na quarta-feira.

… de sempre Auxiliares de Dilma acham que, apesar da promessa de ter dito que não votará a medida em segundo turno, o presidente da Câmara vai manter a possibilidade em aberto para manter o governo nas cordas.

Cautelar O pedido da Comissão Mista de Orçamento para que o Supremo anule as votações das contas presidenciais na Câmara tem como objetivo evitar que Cunha avoque para a Casa a análise das contas de Dilma em 2014, que cabe ao Congresso.

Devagar A senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), que preside a comissão, tem dito que vai seguir a ordem cronológica das contas –ainda aguardam pareceres no colegiado as contas de 1990, 1991, 2009, 2010, 2011 e 2013.

Sob pressão O PR, que controla o Ministério dos Transportes, reúne a Executiva na terça-feira para discutir se mantém o apoio ao governo no Congresso.

Só nós? Deputados do partido se irritaram por fechar questão contra a pauta-bomba enquanto outras legendas com espaço na Esplanada liberaram geral.

É nosso O PSDB vai divulgar moção de apoio incondicional à recondução de Rodrigo Janot à Procuradoria-Geral da República. É uma forma de pressionar Dilma a seguir a decisão da lista tríplice do Ministério Público.

Visita à Folha Alexandre Corrêa Abreu, presidente do Banco do Brasil, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Olímpio Cruz, assessor de imprensa.


TIROTEIO

O José de Abreu colocou paletó, aparou a barba e o cabelo que caracterizavam o Nilo, mas continua metido no lixão.

DE PAULO PEREIRA DA SILVA (SD-SP), sobre a propaganda do PT apresentada pelo ator, que usa a imagem do deputado entre os que fomentariam um golpe.


CONTRAPONTO

Hóspedes indesejados

Dois dias depois de José Dirceu ter sido preso em Curitiba, os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Alfredo Kaefer (PSDB-PR) participaram de audiência pública na Comissão Especial sobre Execução da Dívida Ativa na Câmara. Presidindo a sessão, o petista resolveu brincar:
–Passo a palavra a Alfredo Kaefer, que é de Curitiba. Hoje Curitiba tem uma jurisdição nacional. Com todos os processos sendo julgados lá, tem jurisdição estendida.
Kaefer não deixou por menos a crítica velada ao juiz Sergio Moro e à condução da Lava Jato, e replicou:
–Temos tido não o prazer, mas o desprazer de receber visitantes que não gostaríamos. Mas faz parte do jogo!