Lula quer usar educação como mote para rodar o país e recuperar imagem

Por Painel

Lição de casa Lula pretende usar a educação como mote no giro que vai fazer pelo país para tentar recuperar a própria popularidade, do PT e do governo. Nas últimas semanas, o ex-presidente se reuniu com ministros, secretários municipais de educação e especialistas no tema para discutir o plano para a área encomendado por Dilma Rousseff a Mangabeira Unger (SAE). Ele acha que o resgate do slogan “pátria educadora” é uma forma de a presidente voltar a dialogar com a sociedade.

Compasso A todos com quem conversa sobre o plano de rodar o país, Lula demonstra inquietação com a demora de Dilma de tomar a dianteira na iniciativa.

No bolso O temor na cúpula do PT diante dos desdobramentos da Lava Jato passou a ser que o juiz Sérgio Moro determine nos próximos dias o bloqueio da fatia do partido no fundo partidário.

Parem… Dirigentes petistas manifestam, ainda, preocupação com desdobramentos da Lava Jato na economia.

… as máquinas “Destruir o know-how da engenharia brasileira é crime. O Judiciário precisa ter essa consciência”, diz o prefeito Luiz Marinho, um dos mais próximos de Lula no partido.

Sem fronteiras Advogados de empresas investigadas na Lava Jato criticam o fato de Moro estar expandindo sua jurisdição para investigar denúncias de crimes ocorridos em outros Estados, como Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Esfinge Colegas de Beatriz Catta Preta ironizam as acusações vagas feitas pela advogada de que está sendo vítima de ameaças e tentativas de intimidação para justificar o fechamento de seu escritório. “Ela está mais para Caixa Preta”, diz um defensor que atua no petrolão.

Abraço… A ala do PSDB ligada a Geraldo Alckmin –e avessa à tese de impeachment de Dilma para que o governador de São Paulo dispute o Planalto em 2018– torce o nariz para o apoio incondicional da bancada do partido a Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

… de afogados O tucanato paulista receia que o partido fique com a pecha de ter contribuído para desmoralizar e enterrar a CPI da Petrobras apenas para garantir o apoio do presidente da Câmara à abertura de um eventual processo contra a petista.

Viés de alta Colegas de Esplanada e auxiliares de Joaquim Levy estranham a tranquilidade do titular da Fazenda diante da deterioração dos indicadores econômicos. “É o humor contracíclico”, brinca um interlocutor.

Viral O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, ligado à Força Sindical, registrou dez vezes mais demissões nos últimos dois meses. O número mensal de rescisões homologadas na entidade saltou de 500 para 5.000.

Mutirão O sindicato convocou mais funcionários para fazer as homologações, inclusive aos sábados, mas ainda assim a fila de espera é de, em média, três meses.

Docas Com o leilão de cargos federais a pleno vapor e na reta final, políticos paulistas reagem ao avanço de um consórcio formado pelo PMDB do Rio e do Pará em nomeações no porto de Santos.

Dois ou um No Maranhão, a disputa interna no PMDB por um cargo local na Funasa ficou tão acirrada que a solução foi incluir uma vaga nacional no pacote.

Álbum Numa pasta grossa que o ministro Eliseu Padilha –que é da Aviação, mas faz a partilha das vagas– carrega, a lista de parlamentares vem acompanhada de dados de sua fidelidade ao governo.

Gaveta aberta O número de funcionários públicos paulistas que receberam recomendação de punição da Corregedoria-Geral da Administração saltou 30% –de 139 em 2013 para 180 em 2014.


TIROTEIO

Os deputados da CPI que querem desvendar os honorários de Catta Preta deveriam dar o exemplo e abrir a caixa preta da Kroll.

DO DEPUTADO CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), sobre a convocação da advogada pela CPI a Petrobras e a restrição imposta ao contrato da comissão com a Kroll.


CONTRAPONTO

Música para os ouvidos

Na abertura do encontro com governadores na última quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff fez uma fala em que defendeu o controle dos gastos públicos.
–Todos nós enfrentamos restrições fiscais –disse.
Contou, então, que Confúcio Moura (PMDB), de Rondônia, mantinha uma superintendente que controlava diariamente os gastos de custeio do Estado.
–Ele fazia um ajuste fiscal diário –disse Dilma.
Depois de uma breve pausa, olhou para seu ministro da Fazenda –que batalha pelo ajuste fiscal no governo federal– e completou, dando risada:
–Vejo o riso estampado no rosto do Joaquim Levy!