Aliados de Renan tentam dissuadi-lo de campanha para derrotar Fachin

Por Painel

Jogo de perde-perde Aliados de Renan Calheiros (PMDB-AL) tentarão dissuadi-lo da campanha para derrubar a indicação de Luiz Fachin para o STF no plenário. Esses senadores afirmam que o presidente do Senado só tem a perder, qualquer que seja o resultado da votação. Se Fachin for aprovado, guardará mágoa da atuação do peemedebista ao julgar na corte; se for derrotado, Renan não conseguirá emplacar um nome de sua preferência quando Dilma Rousseff tiver de apontar outro indicado.

Em casa Correligionários de Renan afirmam que ele não tem maioria nem na bancada para derrotar Fachin: apenas 3 dos 16 senadores do PMDB acompanhariam a orientação do presidente do Senado com certeza.

Sem pegadinha Líderes governistas vão pedir adiamento da indicação do advogado para quarta-feira caso o Senado se estenda na discussão de uma medida provisória que tranca a pauta e o quórum se torne incerto.

Na manga 1 Um fator que ajudou no convencimento de vários senadores que estavam em dúvida sobre apoiar Fachin foram os nomes que seriam favoritos caso Dilma tivesse de refazer a indicação.

Na manga 2 Cabos eleitorais do advogado gaúcho passaram a ventilar que, nesse caso, a presidente apontaria Nancy Andrighi ou Maria Thereza de Assis Moura, ambas ministras do STJ que não têm relação com senadores.

Index O governo fez e divulgou para os senadores a lista de cargos que Renan mantém e outros nos quais tem interesse, a despeito de seu discurso de que não quer aliados na máquina federal.

Portfolio A relação é encabeçada pelo diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Jorge Bastos, que foi reconduzido ao posto em abril. “Esse nunca viu uma estrada na vida”, ironiza um governista.

Próximo… Independentemente do destino de Fachin, PMDB e oposição estão dispostos a barrar a indicação do embaixador Guilherme Patriota para a OEA. Na semana passada, ele foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores por 7 votos a 6.

… round Guilherme é irmão do ex-ministro Antonio Patriota. Antes de ir para Nova York, assessorava Marco Aurélio Garcia no Planalto.

Hora da partilha O governador Geraldo Alckmin (SP) acertou com o senador Aécio Neves (MG) participação maior de seu grupo na composição da próxima Executiva Nacional do PSDB.

Pesos Alckmistas acham que o paulista foi o principal vitorioso tucano em 2014 e não pode ser sub-representado. Ele e Aécio devem disputar internamente para concorrer ao Planalto em 2018.

Acordo Aliados de Alckmin levaram ao mineiro o pleito de apontar o próximo secretário-geral. O escolhido deve ser o deputado federal Silvio Torres (SP). Aécio deve manter o comando da sigla.

A banca… Se no processo do mensalão os mais destacados advogados eram homens, alguns dos principais movimentos das investigações da Operação Lava Jato foram feitos por mulheres.

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… de batom Beatriz Catta Preta iniciou a onda de delações premiadas, com Paulo Roberto Costa. Agora, cabe a Carla Domenico comandar a potencialmente explosiva colaboração do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC.

Buraco No primeiro trimestre, Alckmin repassou às três universidades estaduais R$ 200 milhões a menos que a dotação orçamentária. Em 2014, foram R$ 345 milhões aquém da previsão legal.

Culatra Deputado estaduais paulistas consideraram indevida a moção de ex-ministros de FHC contra Coronel Telhada (PSDB) na Comissão de Direitos Humanos. Acham que pode fortalecê-lo.


TIROTEIO

O PSDB inventou a CPMF e acabou com ela. Inventou o fator previdenciário e acabou com ele. Inventou de ser demagogo e vai acabar.

DO DEPUTADO SILVIO COSTA (PSC-PE), vice-líder do governo na Câmara, sobre o partido ter votado contra bandeiras históricas para impor derrotas a Dilma.


CONTRAPONTO

Sessão extra

Alberto Youssef é mantido sozinho numa cela na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, mas é vizinho dos ex-deputados André Vargas, Luiz Argôlo e Pedro Corrêa, presos preventivamente sob a acusação de se beneficiar do esquema de corrupção na Petrobras, do qual o doleiro era um dos principais operadores.
Semanas atrás, já de madrugada, os três ex-parlamentares e companheiros de cela não paravam de conversar, contando histórias antigas.
–Vamos parar com a hora extra, excelências? Está na hora de fechar o parlamento! –pediu o doleiro.
A solicitação foi atendida, debaixo de risos.