Petrobras quer que gravações enviadas a CPI tenham tratamento confidencial

Por Painel

Para poucos ouvidos A Petrobras classificou como sigilosas as gravações das 12 reuniões do Conselho de Administração encaminhadas nesta segunda-feira à CPI, o que restringe seu acesso aos membros da comissão. No ofício em que requer “tratamento confidencial”, a estatal diz que nos registros há informações “sensíveis”, cuja divulgação pode afetar sua competitividade. Integrantes da CPI agora se preparam para questionar os critérios que levaram a estatal a destruir os registros anteriores a setembro.

Modus operandi A oposição quer saber se as atas recentes já foram feitas, o que apontaria contradição, já que a estatal diz ter eliminado arquivos anteriores quando os registros foram concluídos.

Carga… As votações no plenário do Senado das indicações de ministros do STF que suscitaram mais polêmica foram marcadas para dias de quorum elevado na Casa.

… máxima Gilmar Mendes teve 57 votos a favor e 15 contrários, e José Antonio Toffoli, 58 a favor e 12 entre contra e abstenções. Ambos foram advogados-gerais da União e tiveram a escolha criticada pela oposição de turno.

É com ele Diante desse quadro, senadores calculam que Renan Calheiros (PMDB-AL) pode aumentar ou reduzir as chances de Luiz Fachin ser aprovado se marcar a votação em plenário para dias de quorum alto ou reduzido.

Bodas PSB e PPS realizam no dia 20 de junho congressos para referendar a fusão.

Última… O novo partido prepara consulta ao TSE sobre se siglas que se fundem podem atrair parlamentares sem que percam o mandato.

… que morre Em 2014, a tese foi rejeitada por 4 a 3, mas o PSB avalia que a composição da corte mudou, e a necessidade de rearranjo partidário pode ter boa acolhida.

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Pracinha Jaques Wagner (Defesa) vai representar o país nas cerimônias de 70 anos da Segunda Guerra Mundial. O ministro quer usar a ida a Europa para promover a indústria de defesa nacional.

Chateada Auxiliares de Fernando Haddad identificaram insatisfação da JBS pelo modelo da PPP da iluminação pública escolhido pela prefeitura paulistana. Temem que isso se transforme em redução de financiamento na campanha de 2016.

Bicadas 1 Tucanos relatam retomada na indisposição entre Milton Flávio, presidente do diretório paulistano do partido, e o vereador Mario Covas Neto, até agora candidato único a sua sucessão. Uma candidatura alternativa voltou a ser considerada.

Bicadas 2 O projeto que institui o voto distrital, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), também começa a explicitar divergências dentro do partido. Covas Neto fez críticas públicas ao texto no plenário da Câmara municipal durante a semana.

Ponta do lápis A equipe do governador Geraldo Alckmin (PSDB) já se prepara para um recrudescimento da pressão da opinião pública em relação à crise hídrica em São Paulo. Acha que a queda esperada nos reservatórios nos meses de seca vai redirecionar a atenção ao tema.

Pires na mão O tucano deve aproveitar viagem aos Estados Unidos no fim desta semana —quando participa de homenagem a FHC— para discutir financiamentos do governo no Banco Interamericano de Desenvolvimento e no Banco Mundial.

Trombone O presidente da Assembleia paulista, Fernando Capez (PSDB), convidou o promotor de Justiça Augusto Rossini, ex-diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, para chefiar o recém-criado núcleo de de fiscalização externa da Casa.

Visita à Folha A senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) visitou ontem a Folha. Estava acompanhada de Rita Rebelo, assessora de comunicação da Procuradoria Especial da Mulher do Senado.


TIROTEIO

A confusão do PT entre público e privado é tamanha que as consultorias se tornaram uma regra. Dirceu e Palocci fizeram escola.

DO DEPUTADO RUBENS BUENO (PPS-PR), líder na Câmara, sobre firma aberta pelo ex-deputado Candido Vaccarezza, investigado na Operação Lava Jato.


CONTRAPONTO

Uísque à grega

Em seu último mandato de deputado federal, Miguel Arraes (1916-2005) foi a Natal para um seminário. A caminho do aeroporto, na volta, instruiu um assessor:

—Veja se arranja algo para bebermos no avião.

O auxiliar não achou a marca preferida de uísque de Arraes, mas comprou um de qualidade inferior, para si.

O pessebista se interessou pelas garrafas do assessor.

—Esse não é o que o senhor gosta. Além do mais, nem tem gelo —esquivou-se o ajudante.

—Os gregos não usavam gelo, mas faziam grandes farras! —atalhou Arraes, selando o destino das garrafas.