Ação de Haddad para reduzir dívida é ‘política e inócua’, diz Marta Suplicy

Por Painel

Quer pagar quando? A ação movida pelo prefeito Fernando Haddad para rever os valores da dívida de São Paulo com a União esquentou a disputa pela sucessão municipal. Virtual adversária do prefeito, Marta Suplicy, de saída do PT, diz que a iniciativa de Haddad é “meramente política e inócua”. Relatora do projeto que regulamenta a renegociação das dívidas, a senadora propõe que Estados e municípios paguem pelo novo indexador já neste ano, e não em 2016, como pede o prefeito na ação.

Petardo Haddad deveria apoiar a aprovação do meu relatório, se pensasse no bem da cidade. Com tanta obra parada, é um absurdo ele não querer pagar menos juros agora, dispara a senadora, que deve se filiar ao PSB.

Chamego Marta vai acolher no seu relatório, como emenda, projeto do tucano José Serra (SP) que permite que depósitos judiciais sejam usados por Estados e municípios para pagar precatórios e outras dívidas. A proposta dele é excelente, elogia.

Largada O PT deve aprovar neste sábado calendário de encontros regionais de prestação de contas da gestão Haddad no segundo semestre, o início informal da campanha pela reeleição.

Rachados Dirigentes sentem necessidade de reforçar o vínculo do prefeito com a militância, dada a convicção de que Marta disputará com Haddad o eleitorado petista.

Mãos à obra O partido também deve reafirmar posição contrária ao voto distrital para vereador, projeto de Serra aprovado no Senado, e iniciar uma campanha de arrecadação de recursos por meio de doações de filiados.

apode2504painell

Guidão Do vereador paulistano Mário Covas Neto (PSDB), pegando carona na grita do partido contra as pedaladas fiscais de Dilma Rousseff: “Descobri por que o Haddad pinta tanta ciclofaixa: para a Dilma poder pedalar livremente”.

Sem dó 1 Apesar das ameaças veladas do PMDB em relação à aprovação de Luiz Fachin para o Supremo Tribunal Federal, emissários de Dilma preveem que os golpes mais duros ao jurista devem partir da oposição.

Sem dó 2 “Fachin pode ser vítima da fraqueza do governo e de uma campanha ideológica encampada pela oposição”, diz um dilmista.

Tabelinha Em encontro nesta sexta-feira, Sérgio Moro deu dicas aos deputados da CPI da Petrobras de depoimentos que podem ser úteis.

Lista tríplice O juiz citou três empresários que colaboraram com a Justiça apesar de não terem firmado acordo de delação premiada.

Holofote Na conversa de uma hora e meia, os deputados mais falantes foram Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Ivan Valente (PSOL-SP).

Bombeiro Criticado por barrar o pagamento de quase R$ 4 bilhões em compensações e incentivos para exportadores, Joaquim Levy (Fazenda) assumiu o compromisso de encontrar uma solução para o setor assim que o ajuste fiscal for aprovado.

Para dentro A restrição desses recursos foi o motivo principal dos ataques feitos por representares da indústria ao governo, em reunião na quinta-feira em São Paulo.

Vias… A Força Sindical vai à Justiça contra o empréstimo de cerca de R$ 10 bilhões do fundo de investimento do FGTS ao BNDES, caso o conselho do fundo aprove a medida na quarta-feira.

… de fato A central, que tem assento no conselho, votará contra o texto do governo. “É mais uma pedalada de Dilma”, diz Miguel Torres.


TIROTEIO

O projeto que a Câmara mandou ao Senado mostra, na prática, um Congresso terceirizado aos interesses dos financiadores de campanha.

DO DEPUTADO RUBENS JR. (PC do B-MA), sobre projeto de lei da terceirização aprovado pela Câmara e que passa agora a ser discutido pelo Senado.


CONTRAPONTO

Clássico é clássico

O governador paulista, Geraldo Alckmin, recebeu os presidentes do Santos e do Palmeiras no Palácio dos Bandeirantes, nesta sexta-feira, para promover uma campanha contra o racismo no futebol. Os dois times se enfrentam neste domingo pela final do torneio estadual.

Santista saudosista, Alckmin lembrou nomes de craques do time nas décadas de 1950 e 1960. Depois, tentou aproximar o tema da administração pública, arrancando risos dos presidentes dos dois clubes:

—Aliás, as PPPs, parcerias público-privadas, se inspiraram no Santos daquela época: Pagão, Pelé e Pepe!