Planalto celebra ação de ex-ministros para excluir corrupção de balanço da Petrobras

Por Painel

Zaga veterana O Palácio do Planalto aplaudiu a atuação de Guido Mantega e Miriam Belchior na reunião do conselho de administração da Petrobras que barrou a contabilização de R$ 88 bilhões de perdas com corrupção. O governo considera que a cifra é “absurda” e que só a conclusão da investigação sobre os desvios na estatal poderá revelar a dimensão do rombo. Avalia, ainda, que balanço com esses dados jamais seria aprovado pela SEC, que regula o mercado acionário nos EUA, nem pela CVM.

Na fonte Dilma Rousseff determinou que o Ministério do Meio Ambiente passe a discutir diretamente com outras pastas o licenciamento das obras de infraestrutura. O objetivo é evitar atrasos.

Verde-claro Ministros discutiram na terça, ainda, proposta para afrouxar a fiscalização desses licenciamentos. O governo atribui parte do atraso em obras a questionamentos do Ministério Público nos Estados e decisões de tribunais de Justiça.

Manejo A ideia, levada por Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), é propor mudanças na legislação para restringir contestações ambientais ao Ministério Público Federal e a tribunais federais.

Uma só… A “batalha” de comunicação defendida por Dilma começa na segunda-feira, quando a Secretaria de Comunicação faz seminário com assessores de todas as pastas. Serão reformulados sites e redes sociais.

… voz A presidente também tem sido instada a fazer mais discursos e a criar rotina de entrevistas coletivas.

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Tic-tac Coube a Aloizio Mercadante (Casa Civil) cronometrar a fala dos ministros na reunião. Era o homem do tempo, brinca um colega.

Calouros Alvos de reação de petistas quando nomeados, Gilberto Kassab (Cidades) e Kátia Abreu (Agricultura) tiveram a atuação mais discreta no encontro ministerial.

Uma nota só Convocada para discutir normas contra o desperdício de água, a reunião de ontem entre prefeitos da Grande São Paulo e a secretaria de Recursos Hídricos se pautou quase por um tema único: a declaração do diretor da Sabesp na véspera sobre a possibilidade de rodízio.

Cabeça quente Prefeitos registraram ao secretário estadual, Benedito Braga, a necessidade de um plano de ação que contemple detalhes do rodízio e mostre o que será feito com equipamentos públicos onde não pode haver falta de água, como hospitais.

Próximo capítulo Prefeitos da região metropolitana de Campinas já pediram ao governo paulista uma reunião semelhante. A região também é abastecida pelo sistema Cantareira e já teve quantidade de água que recebe reduzida em mais de 50%.

Máquina girou Três integrantes da campanha de Arlindo Chinaglia (PT-SP) confirmam que a convocação de quatro ministros para o almoço de ontem foi feita pelo gabinete de Pepe Vargas (Relações Institucionais).

Sai caro No encontro, dirigentes do PRB relataram constrangimento em aderir formalmente ao petista. Diziam que terão dificuldades para retirar o apoio a Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciado ainda no ano passado.

Tragédia grega O Planalto considera “puro jogo de cena” a reação de Aécio Neves e outros tucanos a favor de Júlio Delgado (PSB-MG): o governo calcula que 90% do PSDB vá votar em Cunha.

Vizinho Aliado de Cunha, Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) provoca: “O Planalto não deve se preocupar com o PSDB, e sim com Marta Suplicy. Essa sim está na oposição!”.


TIROTEIO

Há dois métodos em disputa: Chinaglia fala institucionalmente com os partidos e Cunha tenta a cooptação. Este não prosperará.

DO DEPUTADO PAULO TEIXEIRA (PT-SP), sobre as campanhas de Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara.


CONTRAPONTO

Como quebrar o gelo e agradar a chefe

Na primeira reunião ministerial do segundo mandato de Dilma Rousseff, coube ao titular da Educação, Cid Gomes, sugerir uma forma de responder a quem aponta incoerência no ajuste fiscal em relação ao período anterior.

—Eu já sucedi a mim mesmo duas vezes —disse ele, que foi reeleito prefeito de Sobral e governador do Ceará.

Diante de olhares curiosos, ensinou:

—Em ambas, nos segundos mandatos, fiz ajustes muito duros e, quando questionado, dizia que meu antecessor tinha deixado muita gordura para queimar.

Foi a senha levar Dilma e auxiliares às gargalhadas.