Internamente, Sabesp prevê adoção de rodízio de água em menos de 2 meses

Por Painel

Questão de tempo Embora o governo Geraldo Alckmin insista em dizer que não há nada definido, a Sabesp avalia que o rodízio mencionado em entrevista pelo diretor metropolitano da empresa, Paulo Massato, terá de ser adotado nos próximos dois meses. Como a ordem dada pelo governador à estatal é “não deixar zerar” os reservatórios do sistema Cantareira, a empresa acredita que o ritmo atual de chuvas e de retirada de água obrigará a implementação do racionamento nos próximos 50 dias.

Pai da matéria Apesar de ter mencionado o regime de cinco dias sem água para dois com, Massato é um dos defensores, na Sabesp, da política atual, de reduzir a pressão da rede sem cortar de vez o fornecimento de água.

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Caladão Na primeira reunião ministerial vigorou a velha regra de banimento de celulares. Depois das 16h o status dos principais ministros no WhatsApp era off-line.

Mantra Na abertura da reunião, Dilma repetiu o discurso de posse ao prometer um “vigoroso processo de aprimoramento de gestão” da Petrobras e a implantação da “mais rigorosa estrutura de governança e controle” de uma empresa no Brasil.

Nas cabeças Alexandre Tombini (Banco Central) admitiu que a inflação deve ter alta de 1% ao mês em janeiro e fevereiro —acumulando mais de 7% em 12 meses. Parte da pressão vem dos preços de energia e gasolina, pontuou.

Calmaria O plano do Banco Central Europeu de aumento de liquidez vai impulsionar o comércio do continente com o Brasil e compensar eventuais efeitos negativos das altas de juros dos EUA, segundo Tombini.

Reabilitado Giles Azevedo voltou ao núcleo do poder: está despachando no terceiro andar do Palácio do Planalto como assessor especial de Dilma e foi dos poucos não-ministros a permanecer na sala na Granja do Torto.

Seguridade… A Polícia Federal abriu inquérito para apurar suspeitas de desvio de dinheiro do Petros —o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. O alvo é o possível pagamento de propina a dirigentes do fundo para repassar recursos a empresas envolvidas no esquema.

… social Os investigadores da Lava Jato apuram se o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, articulou o direcionamento do dinheiro do fundo com Alberto Youssef. Vaccari nega participação no caso.

Direção O inquérito foi instaurado a partir de uma representação enviada pelo PSDB ao Ministério Público no DF, em agosto de 2014.

Mostra… Ministros de Dilma procuraram o PMDB para expressar desconforto com a aproximação entre Eduardo Cunha (RJ) e o PSDB na disputa pela presidência da Câmara. O Planalto trata o caso como “preocupante”.

… tua cara O receio é que o apoio dos tucanos seja um indício a mais de que uma eventual gestão do peemedebista será hostil ao governo.

Contabilidade Apesar da reafirmação do apoio a Julio Delgado (PSB-MG) por Aécio Neves, deputados tucanos acham que, com Cunha, têm mais chance de ocupar bons postos na Casa.

Falta um A gota dágua para que a bancada do PSDB discuta o recuo oficial do apoio a Delgado será se o PV abandonar o bloco com os tucanos para aderir à campanha do peemedebista.

Beija-mão Nelson Barbosa será mais um ministro a visitar a Fiesp. O titular do Planejamento vai escutar a entidade nesta quinta-feira. No dia seguinte será a vez de George Hilton (Esporte).


TIROTEIO

Sem coragem de dar as caras, Alckmin coloca um diretor da Sabesp para anunciar o que negou a campanha toda que fosse acontecer.

DE EMIDIO DE SOUZA, presidente do PT paulista, sobre fala de Paulo Massato de que pode haver racionamento se a estiagem continuar e as obras atrasarem.


CONTRAPONTO

Inimigos íntimos

Responsável dentro do governo por encaminhar ao então presidente Lula uma análise diária do noticiário, Bernardo Kucinski entrou em rota de colisão com Antonio Palocci, ministro da Fazenda. No livro Cartas a Lula, que lança em fevereiro, Kucinski conta como “dar combate ao paloccismo” se transformou em um objetivo. Ao deixar o governo em 2006, Kucinski encontrou Palocci, demitido pouco tempo antes, no voo de Brasília a São Paulo.

—Estou saindo do governo… —contou ao desafeto.

—É, depois que eu saí perdeu a graça, não é mesmo? —replicou Palocci, rememorando as desavenças.