Após ameaças veladas, presidente da UTC deixa comando da empreiteira

Por Painel

Passagem de bastão Semanas depois da divulgação de um manuscrito de seis páginas em que faz ameaças veladas a políticos e diz que as empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato doaram para a campanha de Dilma Rousseff, o empreiteiro Ricardo Pessoa se afastou formalmente do comando da UTC Engenharia. Mesmo preso em Curitiba desde novembro, Pessoa ainda era o presidente da empresa. Ele manterá, entretanto, o controle acionário do grupo, que reúne UTC e Constran.

Pra cima 1 A estratégia da defesa dos empreiteiros presos, de agora em diante, será se contrapor à tese de que empresas se juntaram a um grupo de funcionários para assaltar a Petrobras.

Pra cima 2 Os executivos insistirão que o esquema partiu do grupo político que assumiu a Petrobras nos governos Lula e Dilma e apresentou novas regras e novos valores de propina para fechar contratos com a empresa.

Virou moda Políticos fazem romaria a advogados de delatores da Lava Jato para obter salvo conduto de que não foram citados por eles.

Desenvoltura Depois de figurar em listas de cotados para a vaga de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal no meio de 2014, o advogado carioca Gustavo Tepedino voltou a se movimentar para obter a indicação.

Padrinhos Tepedino é colega do ministro Luís Roberto Barroso na Uerj. Também tem a simpatia do ex-deputado Sigmaringa Seixas, sempre consultado por Dilma para nomeações no STF.

Exemplos Líder do PRB na Assembleia paulista, o pastor Gilmaci Santos publicou artigo no Diário Oficial defendendo o ministro George Hilton (Esporte): “Até mesmo Dilma e Lula foram chamados de inexperientes”.

Aí… Causou irritação na antiga equipe econômica a insinuação do time de Joaquim Levy de que a política praticada no primeiro mandato era patrimonialista.

… é demais Aliados de Guido Mantega defendem que ocorreu em seu período o contrário: a política de subsídios teria ajudado a distribuir renda e garantir o baixo índice de desemprego.

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Faltou explicar Aliados do prefeito Fernando Haddad estranham a demora da prefeitura em divulgar as peças publicitárias que expliquem o aumento da tarifa de ônibus para R$ 3,50.

Outro foco Os petistas acham que a propaganda deveria centrar fogo no fato de que quem comprar o bilhete único mensal não será atingido pelo reajuste.

Delay Em e-mail de despedida da Secretaria de Educação, Cesar Callegari disse ter encontrado Haddad anteontem para pedir sua exoneração —sua saída da pasta, entretanto, já estava anunciada desde sexta-feira.

Abrigo Callegari não deve ficar sem emprego em 2015. Aloizio Mercadante (Casa Civil) pretende convidá-lo para assumir uma secretaria no Ministério da Educação, comandado por Cid Gomes.

Te quero verde O governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu vetar a permissão para que produtores possam compensar áreas desmatadas com reflorestamento fora do Estado. Deve abrir exceção para regiões como o sul de Minas, onde há nascentes do Cantareira.

Lupa Alckmin determinou a auxiliares que averiguem a situação das seis notas idênticas apresentadas por Jean Madeira (PRB) à Câmara para receber o reembolso da Câmara, quando era vereador. A Corregedoria, entretanto, não foi acionada.


TIROTEIO

A vaca não só tosse como já tem pneumonia. Os protestos nas ruas serão o remédio dos trabalhadores contra as medidas do governo.

DE MIGUEL TORRES, presidente da Força Sindical, sobre promessa de Dilma Rousseff de não mexer em direitos de trabalhadores nem que a vaca tussa.


CONTRAPONTO

Em julho, durante a pré-campanha para o governo de Pernambuco, Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB) foram a Serra Talhada participar da abertura de uma feira de negócios. Monteiro chegou antes ao aeroporto e embarcou em uma van que estava à espera.

Quando Câmara chegou, não encontrou o veículo contratado pelo partido para levá-lo ao evento. A empresa, então, acionou o motorista para saber onde ele estava:

—Estou na feira. Não era pra trazer o governador? Já trouxe —respondeu, revelando a confusão feita entre Monteiro e Câmara, à época desconhecido no Estado.