Guido Mantega não irá à posse de Dilma nem passará cargo a Levy

Por Painel

Sem despedidas Guido Mantega não vai participar da posse do segundo mandato de Dilma Rousseff nem da transmissão do cargo para seu sucessor no Ministério da Fazenda, Joaquim Levy. Depois da inusual situação de conviver com a equipe de transição no último mês, o atual ministro havia combinado com a presidente que faria uma viagem com a família e não poderia estar em Brasília nesta quinta-feira (1°). Quem passará o cargo a Levy na segunda (5) será o secretário-executivo, Paulo Caffarelli.

Fim de férias Foi Levy quem pediu para que a transmissão do cargo na Fazenda fosse só na segunda-feira, para que amigos do mercado pudessem comparecer.

Que… A equipe econômica que se despede nesta quinta-feira ficou extremamente irritada com as críticas reservadas feitas pelo time de transição à política de financiamento do setor elétrico.

… deselegante Auxiliares de Mantega reconhecem que a nova equipe quer passar um recado claro ao mercado, mas ressalta que os ataques resvalam, inadvertidamente, na gestão da própria Dilma.

Biométrica O Planalto ficou incomodado com a nota da Secretaria de Direitos Humanos do PT pedindo a cabeça da ministra Ideli Salvatti. Auxiliares de Dilma identificaram digitais da ex-ministra Maria do Rosário, que trabalha para reassumir o cargo.

Repartir o pão Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP) vai nomear quadros indicados pelo PT para o segundo escalão do Ministério dos Transportes. A boa vontade é uma estratégia para manter o bom trânsito que tem com a sigla.

Multitarefas 1 Cid Gomes transmitirá o governo do Ceará para o sucessor e aliado, Camilo Santana, amanhã de manhã e embarcará correndo para tentar chegar a tempo à posse de Dilma e à sua, como novo ministro da Educação.

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Multitarefas 2 Cid ainda ficará de sobreaviso porque a mulher, Maria Célia, dará à luz o terceiro filho do casal nos primeiros dias do mês.

Aspirador O Ministério de Relações Exteriores contratou por R$ 47 mil uma empresa para fazer a higienização do piso e dos carpetes do Palácio Itamaraty, alagado durante um temporal no dia 18 de dezembro.

Baile O prédio vai receber autoridades e convidados para um jantar após a cerimônia de posse de Dilma, amanhã.
Na cabeça Celso Kamura é presença garantida na posse. O cabeleireiro presidencial desembarca em Brasília para cuidar do penteado de Dilma. Já João Santana, o marqueteiro da campanha, não deve estar presente na abertura do novo mandato.

Relíquia De saída da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco entregou ao sucessor Eliseu Padilha uma placa com frase de sua autoria: “Nossa tarefa é eliminar restrições desnecessárias ao voo”. Padilha prometeu deixar o quadro sobre a mesa.

Vem cá Emissários petistas procuraram aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mais uma vez em busca de um acordo entre os dois partidos na disputa pela presidência da Câmara.

Nem aí As negociações não avançam porque Cunha não quer garantir ao PT o comando da Casa no segundo biênio da legislatura.

Ano novo O Senado vai abrir uma licitação em janeiro para comprar equipamentos para os policiais que fazem a segurança da Casa. Serão até R$ 280 mil para comprar 50 bastões, cassetetes, capacetes, caneleiras e outros objetos “antitumulto”.

Hi-tech A Prodesp, empresa de processamento de dados do Estado de São Paulo, deve ser remanejada para turbinar a nova subsecretaria de inovação tecnológica, criada por Geraldo Alckmin para abrigar Julio Semeghini, de saída do Planejamento.


TIROTEIO

Para acobertar as mentiras da campanha, Dilma vai mandar uma medida provisória determinando que, a partir de 1º de janeiro, fica decretado que as vacas passarão a tossir.

DE RONALDO CAIADO (DEM-GO), senador eleito, sobre as medidas tomadas depois de Dilma ter dito que não mudaria benefícios “nem que a vaca tussa”.


CONTRAPONTO

Photoshop sobre tela

O vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França, tomava café com aliados em um dos corredores do Palácio dos Bandeirantes no início de dezembro. No meio do papo, começaram a discorrer sobre os retratos de ex-governadores que decoram as paredes do primeiro andar.
Ao observarem o quadro de Mario Covas, todos na roda concordaram que o tucano, que morreu em 2001, estava com o rosto avermelhado na imagem.
Márcio França –que, a exemplo de Covas, é da Baixada Santista– arriscou um palpite:
–Acho que tentaram retratá-lo bronzeado, com um ar meio caiçara, mas exageraram na tinta!