Com elogios a Dilma, Minha Casa entrega unidades em 21 cidades

Por Painel

Minha casa, meu voto As inaugurações do programa Minha Casa, Minha Vida se transformaram em uma das principais armas eleitorais da campanha de Dilma Rousseff no segundo turno. Os eventos, com elogios à petista e ao investimento do governo federal em moradia popular, são comandados pelos ministros Gilberto Occhi (Cidades) e Miriam Belchior (Planejamento). Nas últimas três semanas, eles visitaram 21 cidades e entregaram ou assinaram contratos para a construção de mais de 16 mil apartamentos.

Agradeçam a ela Em Dourados (MS), no dia 18, Occhi deu os créditos à petista. “É mais um programa aprovado pela presidente Dilma e que a Caixa está fazendo.”

Dona da chave No dia 29, em Abreu e Lima (PE), Miriam Belchior foi mais direta: “Trago um abraço muito apertado da presidente Dilma Rousseff a todo mundo que está aqui. É muito gratificante pra nós que estamos em Brasília fazendo as coisas andarem”.

Ah, bom Após o ato de Dourados, Occhi negou interesse eleitoral à imprensa local: “Seria melhor que as casas já tivessem sido entregues, mas seria muito pior se esperasse a eleição passar para entregar. Isso aqui não tem nada a ver com campanha”.

Versão oficial O Ministério do Planejamento diz que “as agendas são realizadas na medida em que empreendimentos ficam prontos”. Segundo o Ministério das Cidades, a entrega é feita “de acordo com a conclusão da obra”.

Exagerou Dirigentes de siglas aliadas reprovaram a reação de Dilma à capa da revista “Veja” no horário eleitoral de ontem. Acharam a resposta “desproporcional” para algo que os petistas tentavam tratar como “factoide”.

Alves

Ministro do pente Celso Kamura circulava ontem pelo saguão do hotel da presidente no Rio. Uma hóspede que cruzou com ele não soube dizer seu nome, mas comentou: “É o cabeleireiro da Dilma!”.

Jogando charme Aécio Neves (PSDB) chegou antes de Dilma ao palco do debate da Globo, ontem. Aproveitou para acenar e sorrir para eleitoras indecisas que fariam perguntas aos candidatos.

Data venia O advogado do PT, Flavio Caetano, reconheceu que o truque é comum no tribunal do júri. “Sempre ajuda…”, comentou.

Tio simpático William Bonner tentava acalmar os eleitores convidados. “Estão nervosos?”, perguntou. Vários levantaram a mão. “Eu também”, respondeu.

Voo cego Tucanos estavam alvoroçados com a alta da Bolsa. Mas, com Dilma à frente nas pesquisas, não davam palpites sobre as razões do mercado. “É difícil saber”, dizia Armínio Fraga, candidato a ministro de Aécio.

Ideias novas Os dirigentes do PT não sabiam explicar a proposta de eleição para deputados em dois turnos que Dilma citou no debate. “Acho que ela se confundiu”, disse Alberto Cantalice, vice-presidente do partido.

Dedo no olho Eleitores monitorados pelo PT reprovaram o tom agressivo dos dois candidatos. “Ele está com um ar irônico, e ela parece que quer matar ele”, resumiu um dos indecisos.

Por que não eu? Candidato a presidente em 2002 e 2010, José Serra invejava o novo formato do debate, que permitiu perguntas entre os candidatos. “No meu tempo, só podia responder aos indecisos. Era desesperador.”

Mineiro desconfia Ao fim do debate, o ator Carlos Vereza disse a Aécio que ele havia vencido o confronto por 10 a 0. “Você não vale, é torcedor”, respondeu o tucano, beijando o aliado no rosto.


TIROTEIO

“O PT é o chavismo em germe. Representa um perigo institucional à democracia. O que ele faz no poder causa medo em qualquer um.”

DO SENADOR ALOYSIO NUNES (PSDB-SP), candidato a vice de Aécio Neves, sobre o tom da campanha petista e as acusações de aparelhamento do Estado.


CONTRAPONTO

O Ba-Vi tucano

Em giro de sua campanha presidencial pelo Nordeste na semana passada, Aécio Neves visitou mais uma vez a Bahia. No fim de uma carreata que partiu da praça Castro Alves, discursou no Pelourinho.

O tucano começou falando sobre a importância de políticas públicas para a redução da desigualdade social. Ao final, despediu-se tentando motivar seus apoiadores:

—Vitória! —gritou o tucano.

—Baêa! Baêa! Baêa! —respondeu um pequeno grupo de torcedores do Bahia, fazendo piada com o nome do Esporte Clube Vitória, rival do tricolor no Estado.