Dilma vai passar três dias no RJ para recuperar vantagem do PT

Por Painel

A batalha do Rio A campanha de Dilma Rousseff se assustou ao vê-la empatada com Aécio Neves no Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país. A presidente passará três dias no Estado na última semana da eleição, em esforço para tentar recuperar a vantagem histórica do PT em território fluminense. O foco da ofensiva serão os 31% de eleitores que votaram em Marina Silva no primeiro turno. Dilma venceu com 35%, mas teve o pior desempenho de um petista no Estado em duas décadas.

Sem parar Dilma se dividirá amanhã entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), que disputam o governo estadual. Na quarta, pedirá votos com Lula. Na sexta, retorna ao Rio para o debate da TV Globo.

Barreira divina O PT mira o voto popular dos subúrbios e da região metropolitana. O problema nessas áreas, com forte concentração de evangélicos, é a oposição de pastores que apoiaram Marina e agora são aecistas.

Sonhando alto A meta dos dilmistas é abrir 1 milhão de votos de vantagem no Estado. O Planalto aposta em vitórias no Rio, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul para compensar a derrota anunciada em São Paulo.

‌Tostão e milhão A campanha de Dilma no Rio fará adesivaço com foco nos carros populares. “Vamos concorrer com as SUVs que circulam pela cidade com o nome do Aécio”, provoca o deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ).

Quase local Morador de Ipanema, o mineiro investe na identificação com os cariocas. Hoje ele vai à orla de Copacabana e à tradicionalíssima feijoada da Mangueira.

Quem te viu Na reta final, Aécio fará maratona para atender a vários convites de candidatos a governador nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste. No primeiro turno, alguns fugiam do tucano por achar que ele não tinha chances de chegar à Presidência.

Proibido ir à praia O governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) transferiu o feriado do Dia do Funcionário Público da terça 28, dois dias após a eleição, para a sexta 31. A medida deve reduzir a abstenção nas urnas do Estado, ajudando Aécio.

Só se precisar Marina Silva se mostrou disposta a subir em palanques de aliados em apuros nas disputas estaduais. Mas ainda não marcou atos com Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Ivo Sartori (PMDB-RS), que lideram com folga em seus Estados.

Projeto 2015 Marineiros estão ansiosos para se manter próximos à campanha de Aécio. O motivo oficial é discutir as propostas que ele incorporou a seu programa.

Pede para sair Ex-vice de Marina, o deputado Beto Albuquerque defende que o ex-ministro Roberto Amaral deixe o PSB depois de declarar voto em Dilma. “Ele foi à TV criticar nosso partido. Tem de sair, se tiver um mínimo de hombridade.”

Que momento O Planalto está irritado com o presidente da CPI da Petrobras, Vital do Rêgo (PMDB-PB). O senador marcou depoimento de um diretor da estatal para esta quarta-feira, a quatro dias do segundo turno. O governo quer adiar a sessão.

Porta da rua Paulo Skaf enviou recado ao PMDB: só fica no partido se puder disputar a Prefeitura de São Paulo em 2016. Os caciques do partido não estão nem um pouco dispostos a dar garantias.

De volta ao jogo O PT, que há um mês dizia que Fernando Haddad poderia nem tentar a reeleição, agora especula quem ele deve enfrentar. Além de Skaf, Celso Russomanno (PRB) e Bruno Covas (PSDB) são vistos como rivais.

 


 

TIROTEIO

“Igor Rousseff, o irmão da Dilma, devia ser o primeiro funcionário público sem colegas de repartição. Ele recebeu sem trabalhar.”

DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), aliado de Aécio Neves, sobre o irmão de Dilma Rousseff, que teve cargo na Prefeitura de Belo Horizonte.


CONTRAPONTO

O chazinho batizado do vice

Vice de Marina Silva na disputa presidencial, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) se diverte lembrando as diferenças que os dois descobriram na convivência diária da campanha. As incompatibilidades começavam à mesa: ela é vegetariana, e ele, fã de churrasco.

Depois de cada jornada em busca de votos, outra divergência vinha à tona. Marina, que não bebe álcool, costumava tomar água morna para se recompor. Albuquerque preferia uísque. Para não ser repreendido pela ex-senadora, o gaúcho costumava brincar:

—É chá de boldo gelado, Marina… Fique tranquila!