Escolha de Carlos Siqueira no PSB deve precipitar a saída de Marina da sigla

Por Painel

A hora da partida A escolha de Carlos Siqueira para a presidência do PSB deve precipitar a saída de Marina Silva da sigla. Os dois não se falam desde 21 de agosto, quando ele a acusou de tratá-lo de modo “grosseiro” e deixou a campanha presidencial. Segundo aliados, Marina só espera o fim da eleição para retomar a coleta de assinaturas pela criação da Rede. O objetivo dos marineiros é registrar o novo partido nos primeiros meses de 2015 e disputar as eleições municipais do ano seguinte.

Foi um prazer Quando ainda concorria ao Planalto, Marina sinalizou que ficaria mais quatro anos no PSB, caso eleita. A derrota no primeiro turno sepultou a ideia.

Vamos conversar Coordenador da campanha da ex-senadora, Walter Feldman diz que ela não exigirá que Aécio Neves (PSDB) aceite todas as suas propostas em troca de apoio no segundo turno.

A bola é dele O ex-deputado sugere flexibilidade nos pontos em que o tucano não pretende ceder: “Se ele incorporasse tudo, não seria mais o seu programa, e sim o nosso”. Feldman ressalva que a decisão final será de Marina.

Rabisca lá Ansioso pelo fim da novela, um cacique do PSDB sugere que Aécio subscreva logo o documento dos marineiros: “Muita coisa ali é inócua. Assina e depois vê…”

A voz da viúva A equipe de filmagem que acompanha o tucano estará a postos hoje, no Recife, para gravar um depoimento de Renata Campos. A campanha quer levar a mulher de Eduardo Campos à TV.‌‌

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Menino do Rio Aécio passou a sexta em casa, na orla de Ipanema, articulando alianças. Ele foi visto sem camisa e de bermuda enquanto falava ao celular na sala.

Veja bem O comitê tucano esclarece que o candidato mudou sua posição inicial e aceitou responder a perguntas de jornalistas no debate do SBT. Dilma não topou.

Carta de alforria A Justiça autorizou o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) a trabalhar fora da prisão. A permissão foi concedida pela juíza Natascha Dazzi, da Vara de Execuções Penais do Rio.

Na praça outra vez O autor da denúncia do mensalão deve deixar a cadeia pela primeira vez na segunda-feira, após sete meses e meio. Da prisão, ele acompanhou o noticiário e ajudou a eleger deputados a filha e o genro.

Culpa do juiz A campanha de Dilma elegeu o juiz federal Sergio Moro como vilão após a divulgação dos depoimentos sobre a corrupção na Petrobras. A Justiça Federal esclareceu que as declarações não eram sigilosas.

Trombone petista “A manipulação é tão grande que abre um precedente gravíssimo, uma ameaça à democracia, à credibilidade do Estado e às regras eleitorais”, diz o tesoureiro do comitê, Edinho Silva (PT-SP).

Michael Jackson Antes de dizer na Bahia que se considera “meio pardinha”, Dilma declarou à Justiça Eleitoral que é de cor “branca”.

Cinturão verde Petistas de São Paulo estão preocupados com bairros da periferia da capital que deram altas votações a Marina. As áreas eram vistas como redutos “cativos” do partido.

Mãos à obra A cúpula da sigla acusa deputados de terem trabalhado “lateralmente” pela presidente. “Agora não há mais a desculpa da própria eleição”, diz um dirigente, cobrando empenho.

Não é de hoje Mario Welber, apoiador de Bruno Covas flagrado com R$ 102 mil em dinheiro, trabalhou de 2009 a 2010 no gabinete do tucano na Assembleia paulista.


TIROTEIO

Mensalão, aloprados, avião, Petrobras… Os atores mudam, mas o enredo é o mesmo: um filme contra o povo, a favor de anseios do PT.
DO DEPUTADO MARCUS PESTANA (PSDB-MG), sobre acusações de corrupção envolvendo petistas usadas pela sigla contra a candidatura de Dilma Rousseff.


CONTRAPONTO

Mais Médicos no palanque

Em 2012, Eduardo Campos foi inaugurar uma fábrica em Glória do Goitá, interior de Pernambuco. Na tenda armada para o evento, o calor passava dos 40º C. Quando a cerimônia estava para começar, o dono da indústria —“um paranaense com as bochechas vermelhas”, como contava o governador— desmaiou. O prefeito de uma cidade vizinha, que era médico, correu para acudi-lo, mas se assustou. Olhou para o governador e gritou:
—Eduardo, o que é que eu faço?
—Prefeito, o médico aqui é você! —esquivou-se Campos.
Para alívio geral, o empresário se recuperou rápido.