Candidatos definem na última hora as estratégias para o debate de hoje na TV Globo

Por Painel

Em cima da hora Os três principais candidatos ao Planalto devem definir na última hora as estratégias para o debate de hoje na TV Globo, com base nas pesquisas Datafolha e Ibope que serão divulgadas à noite. Dilma Rousseff (PT) foi preparada para enfrentar artilharia pesada e atacar os dois rivais que brigam para enfrentá-la no segundo turno. Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) estão sendo treinados para diferentes cenários, incluindo a possibilidade de um deles ser “ignorado” pela presidente.

Seis a um Ontem Dilma passou o dia no Alvorada em preparação com o publicitário João Santana e o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). Foi preparada para enfrentar chumbo grosso dos outros seis candidatos.

Aliança branca A campanha petista prevê que Marina e Aécio não brigarão entre si e reforçarão os ataques a Dilma para disputar o voto oposicionista. Ela foi orientada a não ficar na defensiva e a atacar os dois adversários.

No escuro A equipe de Marina a preparou para “todas as situações”. Ela foi avisada da possibilidade de ser ignorada por Dilma, caso as novas pesquisas indiquem que Aécio se tornou um rival mais competitivo na reta final. Neste caso, o desafio será não parecer “fora do jogo”.

O anti sou eu Aécio deve reforçar as críticas ao governo e à presidente, apresentando-se como o voto útil para derrotar o PT. Mas sua equipe prevê poucas chances de embate direto, devido às regras engessadas do debate.

Chama o Al Gore O tucano teve que estudar temas pouco frequentes em sua campanha para os blocos de perguntas com tema fixo. Entre os 20 assuntos, dos quais 14 serão sorteados na hora, está o aquecimento global.

Senta e levanta Marineiros se preocuparam com o formato do encontro: os candidatos ficarão sentados em poltronas e terão que caminhar até um púlpito a cada fala. A ex-senadora tem se queixado de dores e cansaço.

Comissário O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, está entre os servidores recrutados pelo PT para a campanha de Dilma. Na última sexta, foi escalado para comandar ato em Bauru (SP).

Vem, pastor O novo coordenador LGBT da campanha de Marina, Otávio Oliveira, não mede palavras sobre o pastor Silas Malafaia, que passou a elogiá-la após a retirada do casamento gay de seu programa de governo. “É um oportunista”, ataca.

Com quem andas O dirigente nega que Marina tenha se curvado ao pastor e provoca Dilma: “Não é a nossa campanha que tem o bispo Edir Macedo ao lado”.

Tá sozinho A pastora Valnice Milhomens, sempre perto de Marina, também critica Malafaia. “Ele não representa a maioria do povo evangélico. Líderes sérios se sentem incomodados com o jeito e com a linguagem dele.”

Basta A cúpula do PMDB se irritou com a declaração de Paulo Skaf Filho de que votará em Marina. Foi a gota d’água para autorizar dirigentes do partido em São Paulo a abandonar Skaf pai e apoiar Geraldo Alckmin (PSDB).

Bom prato O peemedebista organizou almoço com apoiadores no início da semana, no Figueira Rubaiyat. Foram impressos mil convites, com valor de R$ 5.000 cada.

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‌Farra cabralina Do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) a um garçom que servia o camarim do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), antes do debate na TV Globo: “Te dou R$ 100 pra você ir lá com um guardanapo na cabeça!”. O funcionário riu, mas recusou.


TIROTEIO

“Padilha fala da Disneylândia, mas trata o povo como o Pateta. O PT é que mostra na TV um País das Maravilhas que não existe.”

DO DEPUTADO DUARTE NOGUEIRA (PSDB-SP), sobre Alexandre Padilha (PT), que acusou Geraldo Alckmin de levar uma “Disneylândia” ao horário eleitoral.


CONTRAPONTO

Um ministeriável para qualquer governo

De saída, o ministro Guido Mantega (Fazenda) aproveitou reunião na Fiesp para fazer um balanço de sua gestão e tentar melhorar o humor do empresariado:
—O governo se voltou totalmente ao setor produtivo!
Ele brincou com Benjamin Steinbruch, da CSN, que disse que “aceitaria” ser ministro de “algum governo”.
—Só eu me reuni com o Benjamin quatro vezes. Mesmo assim, ele teve coragem de dizer que poderia ser ministro… Agora está aqui sorrindo do meu lado!
Após a risada dos empresários, Steinbruch retrucou:
—Ministro, a gente tem que servir ao país!