Volume de processos no Judiciário brasileiro bateu novo recorde em 2013

Por Painel

Justiça engarrafada O volume de processos no Judiciário brasileiro bateu novo recorde em 2013. Aproximadamente 95,14 milhões de ações tramitaram nas varas e tribunais, sendo que 70% já estavam em curso desde o ano anterior. O número de casos novos também foi o maior da história: 28,3 milhões. A taxa de congestionamento voltou a subir, de 70% para 70,9%. Isso significa que apenas 29 em cada cem processos chegaram ao fim. Os dados serão divulgados hoje pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O campeão O Tribunal de Justiça de São Paulo tem a maior taxa de congestionamento do país. De cada cem processos que tramitaram no ano passado, só 18 foram encerrados. O volume de ações em andamento chegou a 25,5 milhões, segundo o relatório “Justiça em Números 2014”.

Luz amarela A subida de Dilma Rousseff (PT) começa a preocupar o comitê de Marina Silva (PSB). Se o movimento continuar, a ex-senadora pode chegar ao segundo turno precisando de 80% dos votos de Aécio Neves (PSDB) e dos nanicos, calculam aliados.
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‌Apocalypse Now De um estrategista marineiro, sobre os ataques de Dilma: “Estamos em um ritmo vietcongue: tem muito avião jogando bomba, e a desproporção de forças é grande. Vamos nos esconder nos túneis e esperar o bombardeio passar”.

Cola na cadeira A convocação do diretório nacional do PSB para a próxima segunda, a apenas seis dias do primeiro turno, foi interpretada no partido como manobra do presidente Roberto Amaral para facilitar sua reeleição. Ele está no cargo desde a morte de Eduardo Campos.

Na correria Integrantes do partido reclamam que terão que parar suas campanhas para marcar presença no encontro, em São Paulo. Muitos só ficaram sabendo da convocação pela imprensa. “Não podemos fazer nada, a não ser comparecer”, resigna-se um dirigente.

Chama o síndico Com Dilma patinando na casa dos 25% dos votos em São Paulo, o PT convocou Lula para tentar empurrá-la até os 30% no primeiro turno. O ex-presidente vai priorizar eventos em municípios paulistas nas próximas duas semanas.

Vice no exílio Por causa da ida forçada a Montevidéu para não assumir a Presidência, Michel Temer comemora hoje os 74 anos longe de casa. A mulher Marcela, 31, e o filho Michelzinho, 5, vão acompanhá-lo na viagem.

Fica aí O Planalto pretende manter no cargo a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, até o fim da sindicância sobre o erro na Pnad —mesmo que ela manifeste desejo de deixar a instituição. O objetivo é evitar que o assunto volte a dominar o noticiário.

Imersão paulista Aécio deve passar todo o fim de semana em São Paulo. Tucanos apresentaram sugestão de 12 cidades para ele visitar.

Que fase Em apelo para segurar eleitores de Aécio, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu ontem a empresários paulistas que evitem o voto útil no dia 5: “No segundo turno, votamos no menos mau. No primeiro, escolhemos o melhor”.

Pimentina Líderes de partidos coligados a Pimenta da Veiga (PSDB) em Minas, como o PR, começam a articular a criação de um comitê suprapartidário. O grupo vai trabalhar por Fernando Pimentel (PT) para o governo e Marina para o Planalto.

Pegou pesado Aliados de Geraldo Alckmin consideraram acima do tom a peça de rádio do PSDB que lembrava que “dos últimos quatro candidatos que o PT apresentou para o governo de São Paulo, dois estão presos”.


TIROTEIO

“É importante que vocês jornalistas parem de investigar as coisas. A imprensa brasileira está com mania de investigar…”

DE ARMINIO FRAGA, ex-presidente do Banco Central, ironizando declaração da presidente Dilma Rousseff de que a imprensa não tem o papel de investigar.


CONTRAPONTO

Presidente, o banco quebrou…

Quando era ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso manteve diálogos inusitados com o presidente Itamar Franco. Sociólogo de formação, tinha que traduzir o economês da equipe que preparava o Plano Real e lidar com o temperamento instável do chefe.
Ontem, em palestra a empresários paulistas, ele lembrou o dia em que levou uma notícia ruim ao Planalto:

—Presidente, a Caixa Econômica quebrou.
—Como assim? Não é possível! —reagiu Itamar.
—Mas quebrou. O senhor não soube antes porque eu não contei… —encerrou FHC.