Aécio tentará recuperar votos perdidos em São Paulo e Minas na reta final

Por Painel

Café com leite
Em terceiro lugar na corrida ao Planalto, Aécio Neves (PSDB) tentará recuperar os votos perdidos em São Paulo e Minas na reta final. A duas semanas das urnas, a ajuda do governador Geraldo Alckmin ainda não se materializou –só 23% dos eleitores dele escolhem o presidenciável tucano, segundo o Datafolha do dia 11. “Eles já estão juntos na agenda e no material. Mas quem vai tornar o Aécio conhecido é ele mesmo”, diz Alberto Goldman, coordenador da campanha em São Paulo.

Grama do vizinho Em meio a acenos de boa convivência entre Alckmin e Aécio, tucanos paulistas dizem não ter culpa pelo desempenho do senador. “O problema dele é Minas”, diz um dirigente da campanha do governador à reeleição.

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‌Santinho Aécio guarda em seu gabinete de Brasília oito estátuas do padre Cícero que já ganhou na campanha. Recebeu mais uma ontem, em visita à Feira de São Cristóvão, ponto de encontro de nordestinos no Rio.

No alambrado Aliada a Dilma, a direção da UGT (União Geral dos Trabalhadores) pediu encontro com Marina Silva (PSB). “Qualquer que seja o vencedor, que tenha compromissos com o lado social”, diz o presidente da central, Ricardo Patah.

Não mais? O sindicalista afirma que Aécio foi “demagógico” ao defender o fim do fator previdenciário, semana passada. “O PSDB sempre foi a favor. Inclusive foram eles que criaram o mecanismo.”

Reza por ele Presidente da Força Sindical, o aecista Miguel Torres publicou no Facebook um pôster de Santo Expedito. Lê-se: “Para te ajudar nas causas urgentes”.

Dá trabalho Marina fará um ato com líderes sindicais na quarta (24), em São Paulo. Coordenado por Pedro Ivo, o evento não terá apoio institucional de nenhuma central.

Olho no espólio Apesar das divergências entre Marina e Alckmin, o comitê de Dilma Rousseff (PT) teme que a aliança entre o tucano e o PSB ajude a turbinar a candidatura presidencial da ex-senadora em São Paulo no segundo turno, caso Aécio fique mesmo fora da disputa.

Mesmo sem ele O PSB paulista vai pedir o engajamento dos tucanos ainda que Marina não aceite que o governador do Estado apareça em sua propaganda de TV. Alguns petistas já torcem para que Alckmin liquide sua fatura logo no primeiro turno. Assim ele poderia “descansar” no resto da eleição.

Par ou ímpar A Convenção Geral das Assembleias de Deus tenta marcar encontros no mesmo dia com Marina e Pastor Everaldo (PSC). Em 2010, o presidente da entidade, pastor José Wellington da Costa, apareceu no programa de TV do tucano José Serra.

Eis que de repente “Estávamos com Everaldo, mas a candidatura de Marina surgiu repentinamente e mudou todo o cenário”, diz o pastor Lélis Marinho, coordenador do conselho político da igreja. Os dois presidenciáveis são fiéis da Assembleia.

Contra o juiz O advogado do doleiro Alberto Youssef, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, entrou com uma tese de suspeição do juiz federal Sergio Moro. Seu objetivo é anular a operação Lava-Jato, que desvendou esquema de corrupção na Petrobras.

O que ele diz O advogado diz que os vazamentos da operação são uma maneira de “constranger” o Superior Tribunal de Justiça. No pedido, ele acusa Moro de cometer “ilegalidades” para deixar o tribunal com o desgaste de anular atos “arbitrários”.


TIROTEIO

Os adversários atacam a Marina no terror para tentar esconder o que eles próprios estão produzindo na ‘deseconomia’ brasileira.

DE WALTER FELDMAN, coordenador da campanha marinista, sobre as investidas dos rivais Dilma e Aécio contra a presidenciável do PSB.


CONTRAPONTO

Sabe com quem está falando?

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o presidente do PT, Rui Falcão, se estranharam em ato com Dilma em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, no sábado (20).
Rui pediu para Marta descer da caminhonete onde a presidente desfilava —ali já se apertavam o prefeito Fernando Haddad e os candidatos petistas a governo, Alexandre Padilha, e Senado, Eduardo Suplicy.
Marta não foi a lugar algum e ainda deu uma bronca no colega, diz o presidente da União Geral dos Trabalhadores, Ricardo Patah, testemunha ocular do quiproquó.

—Quem tem voto em São Paulo sou eu. Daqui não saio.