Campanha petista fixou como meta ter mais 2,5 milhões de votos em SP

Por Painel

Ofensiva paulista Para reverter a vantagem numérica de Marina Silva (PSB) nas simulações de segundo turno, a campanha de Dilma Rousseff (PT) fixou como meta ganhar 2,5 milhões de votos em São Paulo até o fim da eleição. Os petistas calculam precisar de ao menos 40% dos eleitores no Estado. Se a votação fosse hoje, Dilma perderia no front paulista por 57% a 32%, segundo o Datafolha. O PT busca uma diferença mais apertada, que possa ser compensada com vitórias em Minas Gerais e no Nordeste.

Estrada afora Os dilmistas vão intensificar a campanha no interior de São Paulo. Deputados federais e estaduais do PT se reúnem amanhã para acertar detalhes da força-tarefa pela reeleição.

Enviado especial Nesta semana, a presidente “emprestou” o marqueteiro João Santana por um dia para o aliado Alexandre Padilha (PT), que patina na disputa pelo governo de São Paulo. O ex-ministro continua em terceiro lugar, com apenas 9%.

Mão dupla Para os dilmistas mais esperançosos, a propaganda de ações do governo federal no horário eleitoral de Padilha pode reduzir a rejeição à presidente no Estado. Se o plano der certo, o candidato a governador também seria beneficiado.

Mando de campo O presidenciável Aécio Neves (PSDB) volta hoje a Minas Gerais para a segunda visita em três dias. O presidenciável corre para recuperar os votos perdidos em seu Estado natal, onde subiu de 22% para 26% na última semana.

Papa-hóstia O tucano aposta no debate da CNBB, na terça, para reforçar os laços com o eleitorado e o clero católico. Dilma já teve atritos com a igreja e Marina enfrentaria resistência por ser evangélica da Assembleia de Deus.

Santo de casa O debate dos bispos em Aparecida (SP) será o único com oito candidatos ao Planalto. O nanico José Maria Eymael (PSDC), que se apresenta há anos como “um democrata cristão”, também foi convidado.

Gol da Alemanha De um otimista do comitê tucano, sobre a situação de Aécio nas pesquisas a três semanas do primeiro turno: “Estamos perdendo de 3 a 0, mas ainda não é um 7 a 1…”

Próxima etapa Dirigentes do PSB se reuniram anteontem para discutir a campanha de Marina no possível segundo turno. Concluíram que o tamanho da equipe e a presença nos municípios ainda estão muito acanhados.

Área próxima Aliado de Dilma, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), almoçou anteontem com Ricardo Young (PPS). O vereador é um dos políticos mais próximos de Marina.

Sem gasolina Young sugeriu a Haddad fechar a avenida Paulista para os automóveis. “Ele achou a ideia boa. Reagiu com entusiasmo”, conta o vereador, que sonha com um “boulevard”.

Pensando bem O prefeito diz não ter opinião formada. “É uma ideia, nem sei se tem viabilidade. No domingo a gente fecha a ciclofaixa e já tem gente que reclama…”

Tinta vermelha Haddad define os protestos contra as novas ciclovias como “muito barulho por nada”. Ele acha que a grita tem prazo de validade curto. “Assim como aconteceu com as faixas exclusivas, a tendência é assentar. Ninguém mais discute faixa de ônibus na cidade.”

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‌Sem palhaçada O PR proibiu Tiririca (SP), deputado mais votado do país em 2010, de dar entrevistas até a eleição. Segundo aliados, a ordem é evitar que ele diga “besteiras”. “A determinação foi para protegê-lo”, alega o assessor Osvaldenir Stocker.


TIROTEIO

“Dilma esquece que, além de candidata, ainda é presidente. Seu comportamento desrespeita padrões mínimos para quem está no cargo.”

DE JOÃO PAULO CAPOBIANCO (PSB), conselheiro de Marina Silva, sobre os ataques da campanha de Dilma Rousseff ao plano de governo da ex-senadora.


CONTRAPONTO

Tarja preta de tucano

Coordenador da campanha de Aécio Neves (PSDB) na capital paulista, o vereador Andrea Matarazzo passou a usar em seu telefone celular uma capa de proteção que imita a embalagem do Rivotril. O tranquilizante, de tarja preta, é indicado para transtornos de ansiedade.
O tucano explica que adotou o adereço para pedir calma aos aliados —desde que Marina Silva entrou na corrida presidencial, Aécio caiu para a casa dos 15% e reduziu suas chances de chegar ao segundo turno.

—Eu passo o dia inteiro mostrando a capinha para todo mundo no comitê! —brinca Matarazzo.