Aliados de Marina querem que ela ignore ataques de rivais na TV

Por Painel

Faz que não ouviu Aliados de Marina Silva (PSB) querem evitar que ela gaste todo o seu tempo de TV para reagir a ataques de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). Com apenas 2 minutos de propaganda, a candidata dedicou meio programa de sábado para se defender da acusação de que colocará o pré-sal em risco. Marineiros preferem que ela não volte à defensiva após Eduardo Campos ter sido citado pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa entre os políticos que receberiam propina da Petrobras.

Davi e Golias Um dirigente da campanha diz que é preciso driblar a agenda negativa na TV: “Se formos rebater cada ataque, não sobra tempo para mais nada. A cada programa do PT, que tem 12 minutos, precisaríamos de seis dias para responder”.

Tropa digital O comitê de Marina deve reforçar o apelo para que militantes a defendam nas redes sociais. Ontem a presidenciável se disse vítima de uma “campanha desleal” de PT e PSDB.

Balançou Pesquisas internas de petistas e tucanos, que anteciparam a estabilização de Marina na semana passada, passaram a indicar os primeiros sinais de queda da adversária.

Matar ou morrer Aécio apostará todas as fichas no ataque ao PT, chamando os desvios na Petrobras de “mensalão 2”. Sua equipe estudou rótulos alternativos, como “petrolão”, mas concluiu que evocar o escândalo de 2005 seria entendido mais facilmente pelo eleitorado.

Já vi esse filme Na TV, os tucanos devem apontar semelhanças entre os dois casos. O ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa seria comparado a Marcos Valério, o operador do mensalão. O tesoureiro petista João Vaccari Neto viraria uma nova versão de Delúbio Soares.

Ele não A campanha de Aécio deve poupar Eduardo Campos, citado por Costa. “Ele tá fora, morreu. O que fez de certo ou errado não passa a Marina”, diz Alberto Goldman, coordenador do comitê tucano em São Paulo.

Nós contra ela O comitê de Dilma ajustou o programa de governo para marcar diferenças com Marina na economia. O objetivo é carimbar a rival como tucana.

Faltou gente Atingida em cheio pelo escândalo na Petrobras, a cúpula do PMDB foi tomada por uma “desconfiança generalizada”. Caciques dizem estranhar que alguns políticos do partido com fortes ligações nem sequer teriam sido citados.

Quem sabe sabe Paulo Maluf (PP-SP) acalenta um desejo secreto caso Marina seja eleita presidente. “Eu queria botar um gravador e ouvir uma conversa dela com o Eduardo Cunha”. O deputado do PMDB-RJ é cotado para presidir a Câmara em 2015.

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Conhece bem Que assunto tornaria o diálogo tão interessante? Maluf desconversa. “Ah, meu querido, pelo amor de Deus. Você sabe!”

Jabuticaba De Marcos Lisboa, ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda: “Guido Mantega é um caso inédito de ex-ministro em exercício”.

É com vocês Em palestra em que criticou a forma “antidemocrática” como os partidos escolhem seus candidatos nas eleições, o presidente do TSE, Dias Toffoli, disparou indiretas às três principais chapas presidenciais.

Centralismo Disse o ministro: “Para definir o candidato, juntam quatro ou cinco partidos e escolhem. Outro é porque foi um paulista, e agora é a vez do mineiro. O outro, no Nordeste, fala: Eu sou o dono do partido e desta vez me candidato'”.

TIROTEIO 

“O mensalão é aperitivo, ou “peanuts”, como diriam os americanos, perto do maior escândalo da política brasileira.”

DE ALBERTO GOLDMAN, vice-presidente do PSDB, sobre a delação de Paulo Roberto Costa que envolve governistas em esquema da Petrobras.

CONTRAPONTO

O pastor encalhado

Pastor Everaldo, candidato à Presidência pelo PSC, ia de Sousa, no interior da Paraíba, até Juazeiro do Norte quando sua van atolou na estrada.

Sua equipe de campanha precisou empurrar o automóvel por cerca de 1,5 km de distância, até o posto de gasolina mais próximo.

O presidenciável, que pontua 1% das intenções de voto no Datafolha, também teve de descer para ajudar a tirar o carro da lama.

–Presidente é pau pra toda obra. Não tem isso de ficar encalhado, não.