Presidente do PPS acusa Dilma de apelar ao golpismo contra Marina

Por Painel

Ação e reação O presidente do PPS, Roberto Freire, acusa a campanha de Dilma Rousseff de pregar o golpismo para se manter no poder. Aliado de Marina Silva (PSB), ele defende “reação enérgica” à propaganda que a comparou a Jânio e Collor, dois presidentes que não completaram seus mandatos. “O PT está apelando ao golpismo para assustar o eleitor. O compromisso com a democracia só vale se eles ganharem?”, questiona. “Isso é muito grave. Dilma e Lula foram irresponsáveis.”

Eu tenho medo Roberto Freire diz que a propaganda do PT é pior que as campanhas do medo das quais Lula já foi alvo. “Isso é mais grave que o Mario Amato em 1989 e a Regina Duarte em 2002”.

Maracujina O presidente do PPS torce para que a candidata se mantenha serena diante dos ataques. “Em 2002, eu estava com Ciro Gomes. Ele não se segurou e perdeu a eleição”, lembra.

Ora comigo Dilma tenta avançar entre evangélicos após o vaivém do programa do PSB. “Tenho muita dificuldade de votar na Marina no segundo turno”, diz o bispo Manoel Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira.

Bom obreiro O bispo, que pede voto em Pastor Everaldo (PSC) no primeiro turno, já repete o discurso dilmista contra Marina. Ele é suplente de Geraldo Magela, candidato do PT ao Senado no Distrito Federal, e promete buscar apoio de mais igrejas.

Pulando a cerca Na sessão da Câmara em memória de Eduardo Campos, um deputado do PP gaúcho, coligado a Aécio Neves (PSDB), procurava colegas do PSB para prometer voto em Marina no segundo turno.

Toga marineira Na posse de Francisco Falcão no Superior Tribunal de Justiça, magistrados apostavam em Eliana Calmon como ponte entre um eventual governo Marina e o Judiciário. A ex-ministra da corte concorre ao Senado pelo PSB da Bahia.

Andar de cima Dilma passou a noite de segunda na suíte presidencial do hotel Unique, em São Paulo. O espaço tem 330 metros quadrados, e a diária gira em torno de R$ 15 mil. O PT diz que a conta foi paga pela campanha e será declarada ao TSE.

Fazendo número Deputados do PSDB paulista foram chamados às pressas para inflar a entrevista coletiva que Aécio convocou para acusar Marina de plagiar seu programa de governo. Minutos antes do ato, o comitê ainda ligava para parlamentares.

Vou de táxi Também convidado na última hora, Fernando Henrique Cardoso passou aperto para prestigiar o aliado. Sem o carro oficial, precisou pegar um táxi na rua. O chofer se perdeu no caminho, e o ex-presidente só chegou a tempo porque o vereador Andrea Matarazzo (PSDB) o ajudou por telefone.

Alves

Leva jeito Levy Fidelix (PRTB) trombou com Raul Gil na saída do debate SBT/Folha, na segunda-feira. O apresentador brincou com o nanico: “Levy, gostei da sua participação. Vou te contratar pra ser animador do auditório do meu programa!”.

Visitas à Folha O coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Pedro Dallari, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de José Carlos Dias, José Paulo Cavalcanti Filho, Maria Rita Kehl e Rosa Carneiro da Cunha, integrantes da comissão, e de Marcelo Oliveira, assessor.

Marisol Argueta de Barillas, diretora-sênior para a América Latina do Fórum Econômico Mundial, visitou ontem a Folha. Estava com Yana Dumaresq Sobral Alves, diretora-adjunta.

TIROTEIO

“O programa de governo de Marina Silva é repleto de generalidades. Um cardápio de perfumaria e cosméticos, mas sem cheiro.”

DO DEPUTADO ESTADUAL ANTONIO MENTOR (PT-SP), sobre o programa de governo apresentado na última semana pela candidatura do PSB à Presidência.

CONTRAPONTO

Saudade da branquinha

O ex-presidente Lula comandou uma carreata ontem em São Bernardo do Campo, berço político do PT, para tentar reanimar a campanha de Dilma Rousseff.

Quando o grupo passou em frente à praça da Matriz, começou a falar sobre a atuação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC na greve de 1978. O movimento, como se sabe, serviu de laboratório para a fundação do partido.

Diante dos olhares atentos de Dilma e dos aliados, o ex-presidente apontou um bar e relembrou, saudoso:

– Aquele era o lugar onde a gente tomava todas para preparar os discursos do dia seguinte!