Lula está surpreso com alta rejeição ao PT, que ele esperava só em 2018

Por Painel

Fadiga de material Em conversa recente com um aliado, Lula se disse surpreso com o grau de rejeição ao PT e reconheceu que a imagem do partido pode ter se desgastado antes do que previa. O ex-presidente esperava que o eleitorado acusasse a “fadiga de material” apenas na próxima corrida presidencial, em 2018. O sentimento, portanto, não comprometeria a reeleição de Dilma Rousseff. Com o novo diagnóstico, Lula entende que é preciso repensar o discurso para manter o petismo no poder.

Pró-Jovem O programa de Dilma para os jovens tentará ecoar bandeiras dos protestos de junho. O texto falará em “novos direitos” ligados ao transporte público, à cultura e ao acesso à tecnologia.

Alívio Aliados da presidente comemoraram sua exclusão do processo do Tribunal de Contas da União que investiga a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Para petistas, a decisão deve esvaziar a CPI da Petrobras.

Jeitinho A campanha de Aécio Neves (PSDB) vai sugerir a distribuição de panfletos separados do presidenciável e dos candidatos a governador do PMDB que o apoiam. O objetivo é evitar problemas com a Justiça Eleitoral.

Pronto-socorro O time de Aécio quer estreitar os laços com associações estaduais de médicos. No mês passado, PSDB e DEM se uniram às entidades para criticar o programa Mais Médicos.

Ela não gostou A montagem que juntava Marina Silva e Geraldo Alckmin gerou novo atrito entre PSB e Rede. Ontem de manhã, a sigla determinou que os comitês da chapa “Edualdo” não usassem mais a foto da ex-senadora.

Alves

Troca rápida O prefeito de Marília, Vinicius Camarinha (PSB), foi um dos que mudaram os cartazes às pressas. “Desconhecia o acordo para que a Marina não aparecesse”, explicou. Pouco depois, Eduardo Campos (PSB) inaugurou comitê na cidade.

Pagando bem… A campanha de Paulo Skaf (PMDB) acusa o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de ter inflado seu número de seguidores no Facebook comprando posts e links patrocinados. A lei eleitoral proíbe propaganda paga na internet.

… que mal tem? O PMDB levará o caso hoje à Justiça Eleitoral. Vai pedir a exclusão de seguidores e alegar que os anúncios, mesmo sendo anteriores à campanha, beneficiam Alckmin na disputa.

Âncora O candidato petista, Alexandre Padilha, está sofrendo com a rejeição ao prefeito Fernando Haddad (PT). Ontem, um taxista o cobrou: “Você não tá com aquele Haddad não, né?”. Padilha tentou desconversar: “Não temos as mesmas ideias, somos do mesmo partido…”

O Dono do Mar O senador José Sarney (PMDB-AP) escreveu artigo acusando os adversários de “difamar, insultar e vilipendiar” o Maranhão. “Tem até um pivete que se infiltrou na política que fez disso profissão”, disse, no jornal de sua família. “A coligação Boca do Inferno que caminhe para lá.”

Culpa da ONU Segundo Sarney, os rivais usam “números falsos” para atingir seu grupo político. Ele afirmou que o Índice de Desenvolvimento Humano, indicador das Nações Unidas que mostra o atraso do Maranhão, foi criado para beneficiar “países imperialistas”.

Foice e martelo A crítica foi direcionada a Flávio Dino (PC do B), que lidera a disputa com Lobão Filho (PMDB) pelo governo do Estado. “Por que esse vício de falar mal do Maranhão?”, escreveu Sarney. “Tudo hipocrisia e desejo de que sejamos Venezuela. O Maranhão comunista, é a mudança que desejam.”


TIROTEIO

“Quando você quer visitar alguém, não é bom jogar pedra na casa dele antes. O PT precisa parar de atacar Skaf antes de nos procurar.”

DE LUIZ ANTONIO FLEURY FILHO (PMDB), ex-governador de São Paulo, sobre a tentativa de aproximação do PT de Dilma Rousseff com o PMDB de Paulo Skaf.


CONTRAPONTO

A paz da senhora!

Pastor da Igreja Batista, o deputado Lincoln Portela (PR-MG) subiu à tribuna da Câmara na semana passada para atacar a peregrinação de candidatos por templos religiosos. Criticou os que não defendem os valores dos evangélicos, mas vão às igrejas durante a campanha.

—Posam ao lado do pastor e dizem uma frase comum entre os evangélicos pentecostais: “A paz do Senhor!”.

Irritado, o deputado prosseguiu:

—Depois a gente vê o candidato cumprimentando uma mulher e dizendo: “A paz da senhora”. Nem ele sabe a que senhora está se referindo!