PSB quer levar Campos ao patamar de 15% antes da propaganda na TV

Por Painel

Vai ou racha Aliados de Eduardo Campos (PSB) tratam os próximos 30 dias como um período decisivo para suas pretensões presidenciais. A avaliação é que o pernambucano, hoje com 9% das intenções de voto, precisa suar a camisa e chegar ao patamar dos 15% até o início do horário eleitoral. Se continuar abaixo disso, dificilmente será visto como alternativa viável à polarização PT x PSDB. O discurso oficial da campanha é que não há pressa para crescer até a estreia na TV, em 19 de agosto.

Bacanal Recém-convertido ao socialismo, Paulo Bornhausen (PSB-SC) diz, em vídeo divulgado na rede, que o lançamento de sua campanha ao Senado será “abrilhantado” pelo tucano Aécio Neves, rival de Campos.

É crédito? O comitê de Campos e Marina Silva estuda levar tablets para os jantares de arrecadação. A ideia é que, além de pagar pelo convite, os convidados possam fazer doações eletrônicas à mesa.

Monólogo Em seu primeiro dia no Twitter, Aécio reeditou o mote “vamos conversar”, mas não respondeu a perguntas nem passou a seguir outros internautas.

Chapa branca Em campanha à reeleição, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) tem ido a atos oficiais com a equipe de TV de seu futuro programa eleitoral.

De novo? A ministra Marta Suplicy (Cultura) não acompanhará Alexandre Padilha (PT) na caminhada de largada de sua campanha, na sexta-feira. Aliados dizem que ela tinha viagem marcada.

Quem bate cartão Após almoçar com Lula na sexta-feira, Padilha sinalizou novo tom contra Paulo Skaf (PMDB). Sem citá-lo nominalmente, disse que “trabalhador não vota em patrão”.

Adolar

Besouro Tiririca (PR-SP) declarou ser dono de um Fusca 1972. O deputado é palhaço, mas não é bobo: também pilota um Land Rover 2013.

Cartola FC A presidente Dilma Rousseff aceitou sugestão do ministro Aldo Rebelo (Esporte) e deve receber na semana que vem, em Brasília, cerca de dez presidentes de clubes de futebol.

Braçadeira No balanço governista da Copa, Aloizio Mercadante (Casa Civil) se comportou como capitão do time, dando ordens aos demais ministros: “Quando vocês forem falar, não precisam cumprimentar todo mundo”.

Drible da vaca Pressionado a falar da atuação da CBF, o petista mudou de tom e tentou passar a bola adiante. “Essa é pro Aldo. Cadê o Aldo?”, perguntou a assessores. O ministro havia saído.

Sobrou bandeira O governo contabilizou 236 manifestações no país durante a Copa, com 51 mil participantes e 335 presos. Setores de inteligência haviam detectado convocações para 608 protestos —mais que o dobro.

Meia-volta… A Polícia Federal impediu que 371 estrangeiros entrassem no país durante o Mundial. Entre eles, 87 eram argentinos —a maioria identificada como torcedores violentos.

… volver Também foram barrados 47 nigerianos e 67 americanos, a maior parte por irregularidades na obtenção do visto brasileiro.

Sombra Os ex-agentes da ditadura militar que serão convocados pela Comissão Nacional da Verdade nesta semana terão a opção de depor em caráter reservado, caso não queiram aparecer.

Visita à Folha Antônio C. Quintella, presidente da Peninsula Investimentos, e Heitor Sant’anna Martins, sócio-diretor da McKinsey & Company, visitaram ontem a Folha.


TIROTEIO

“O medo da vaia transformou a entrega da taça numa prova de revezamento: Dilma passou o bastão em tempo recorde.”

DO DEPUTADO ANTONIO IMBASSAHY (PSDB-BA), líder da sigla na Câmara, sobre a entrega da Copa por Dilma Rousseff ao capitão alemão, Philipp Lahm.


CONTRAPONTO

O poeta do Planalto

Em sua batalha frustrada para alterar o slogan da campanha de Dilma Rousseff, o ex-ministro Franklin Martins tentou até o fim convencê-la de que “Muda Mais’’ era melhor que “Mais Mudanças, Mais Futuro’’. Presente à reunião, João Santana explicou o motivo da escolha do mote com uma “aula’’ de semiótica, defendendo que a palavra “mais” tinha de ser colocada à frente. Dilma ficou surpresa com a sofisticação da explanação e brincou:

—João, você é mesmo um poeta!

O slogan escolhido foi “Mais Mudanças, Mais Futuro”, como queria o marqueteiro.