Comissão Nacional da Verdade ouvirá ex-agentes da ditadura

Por Painel

Vozes do porão A Comissão Nacional da Verdade fará um mutirão para ouvir ex-agentes que atuaram na repressão durante a ditadura militar. O órgão está concluindo uma lista de cerca de 40 nomes, que será entregue nos próximos dias à Polícia Federal. Quem não atender ao convite inicial deve ser obrigado a falar. O objetivo da comissão é registrar as versões de todos os militares vivos que serão citados em seu relatório final, a ser apresentado em outubro. Os depoimentos começam no próximo dia 21.

Sem desculpa A comissão não quer deixar que a morte do ex-torturador Paulo Malhães, em abril, seja usada como argumento por militares que não querem falar. O órgão deve encampar a tese de que o coronel não foi vítima de queima de arquivo.

Selva Uma das prioridades do grupo é ouvir militares que atuaram na Guerrilha do Araguaia. Os mais conhecidos, como Sebastião Curió e Lício Maciel, devem ser convocados a depor em agosto.

Bola Os trabalhos da comissão ficaram parados durante a Copa do Mundo. Integrantes alegam que não havia clima no país para tratar de temas ligados à ditadura.

Dilmão A campanha de Dilma Rousseff espera que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), marque o prometido encontro com 80 prefeitos do Estado. Os aliados dele continuam migrando para Aécio Neves (PSDB).

Partido dos Jardins As campanhas majoritárias do PSDB em São Paulo serão quase vizinhas. José Serra está prestes a alugar casa ao lado do comitê de Aécio, na avenida Brasil. Geraldo Alckmin deve se instalar perto dali, na rua Estados Unidos.

Vamos conversar O PSB deve gravar amanhã uma conversa de Eduardo Campos e Marina Silva com jovens para a propaganda de TV. O estúdio, em formato de arena, foi montado em São Paulo.

Os carbonários O nanico PCO (Partido da Causa Operária), de Rui Costa Pimenta, cita no programa de governo o “direito da população a se armar”. A proposta é trocar polícia e Exército por um “sistema de milícias populares”. A sigla ficou conhecida pelo bordão “Quem bate cartão não vota em patrão”.

Pendura Os três principais candidatos ao governo do Rio acumularam, em multas eleitorais na pré-campanha, dívidas maiores do que o patrimônio que declararam ao registrar as candidaturas.

Tostão e milhão Campeão de multas, Lindbergh Farias (PT) deve R$ 966 mil e diz ter R$ 189,5 mil em bens. Anthony Garotinho (PR), punido em R$ 757 mil, declara possuir R$ 303,5 mil. Pezão, autuado em R$ 565 mil, informa patrimônio de R$ 252 mil.

Joga pra cima A legislação eleitoral permite que os partidos quitem as dívidas em nome dos candidatos.

Ponte aérea Em São Paulo, só foram aplicadas duas multas por propaganda antecipada: uma de R$ 25 mil a Alexandre Padilha (PT) e outra de R$ 5.000 a um petebista que pôs jingle de Geraldo Alckmin (PSDB) no YouTube.

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‌Festa do pijama Paulo Skaf (PMDB) e seu novo aliado Gilberto Kassab (PSD) têm trocado torpedos desde as 6h.

Papo reto Na conversa da última segunda com Lula, Eduardo Suplicy (PT) disse estar à disposição das campanhas de Dilma e Padilha.

Off-line Um juiz de Teófilo Otoni (MG) determinou a retirada do Facebook do ar no Brasil por ter descumprido ordem dele. O Comitê Gestor da Internet diz que não pode cumprir a decisão porque o site tem sede fora do país.

TIROTEIO

“Dilma tentou tirar proveito do sucesso da seleção. Agora quer se aproveitar do fracasso dela, subordinando o futebol ao governo.”

DO senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), candidato a vice-presidente, sobre as propostas de Dilma Rousseff após a goleada que tirou o Brasil da Copa.

CONTRAPONTO

O calendário da ministra

No início do mês, os ministros do Supremo discutiam se o número de vagas para deputado em cada Estado seria mantido na eleição deste ano. Ao lembrar que os partidos já haviam feito as convenções, Cármen Lúcia disse:

– A única coisa que eu vi até agora que tem prazo certo e definitivo no Brasil é eleição.

Comparando, a ministra brincou:

– A mulher pode estar grávida que falam: “Deita e espera mais um pouco”. Para morrer, ligam-se fios e espera-se um pouco mais. Mas as eleições funcionam porque os prazos são cumpridos!