PT vai explorar ações de Dilma para combater rótulo de má gestora

Por Painel

Luz própria A queda de Dilma Rousseff nas pesquisas abriu uma divisão na campanha petista. Parte dos dirigentes passou a defender que a propaganda volte a colar sua imagem à de Lula, tratando os últimos 12 anos como um só governo. Prevaleceu, no entanto, a tese de que é preciso focar o discurso nos últimos quatro anos, jogando luz sobre a gestão da presidente. A ordem é explorar ao máximo as vitrines eleitorais de seu mandato, como o Pronatec e o Minha Casa, Minha Vida.

Antídoto Ao enfatizar programas e obras entregues por Dilma, o PT tentará neutralizar a estratégia da oposição de apresentá-la como uma gestora incompetente, usando como gancho o mau negócio da Petrobras na compra da refinaria de Pasadena.

De novo, não Quando o PP estava prestes a se unir a Alexandre Padilha (PT) em São Paulo, Lula disse a aliados que não voltaria a posar para fotos ao lado de Paulo Maluf, como fez em 2012. Um mês depois, os pepistas migraram para o palanque de Paulo Skaf (PMDB).

Torre de controle Autoridades vinculadas aos aeroportos foram as mais cobradas pelo Planalto nas primeiras semanas da Copa. O governo acionou a Polícia Federal sempre que foi avisado de filas na imigração. Com a Infraero, as principais broncas foram por falhas no ar-condicionado dos terminais.

Sem… Advogados das campanhas presidenciais procuraram Google e Facebook recentemente para saber como será tratado o conteúdo considerado ofensivo publicado em suas páginas.

…compartilhar As empresas indicaram que não pretendem acatar pedidos dos partidos para retirar publicações do ar. A recomendação é que as campanhas acionem a Justiça Eleitoral.

Lata velha Com patrimônio declarado de R$ 17 milhões, o eterno presidenciável José Maria Eymael (PSDC) incluiu quatro carros em sua declaração de bens. Chama a atenção, na frota de automóveis, um Fiat Tipo ano 1994.

Bicicleta Dois candidatos ao Planalto declararam não ter carro próprio: os esquerdistas Luciana Genro (PSOL) e Zé Maria (PSTU).

Mantendo… O programa de José Ivo Sartori (PMDB) ao governo do Rio Grande do Sul elogia a candidatura de Eduardo Campos (PSB) ao Planalto, mas evita qualquer menção à vice Marina Silva.

… a distância Em 2010, Marina teve apenas 11% dos votos dos gaúchos. O desempenho ficou bem abaixo de sua média nacional, de 19,3%.

Muy amigo Aliados de José Serra (PSDB) temem que seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) tire votos decisivos na disputa com Eduardo Suplicy (PT) pelo Senado.

Duelo inédito Veteranos na política de São Paulo, Serra e Suplicy viverão o primeiro confronto direto em uma eleição majoritária. O petista diz que já votou no tucano uma vez: para presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), no longínquo ano de 1963.

alves

Produção em série Dona de um feudo eleitoral na zona sul de SP, a família Tatto lançará um novo integrante, Nilto, a deputado federal. Ele é irmão de Arselino, Ênio, Jair e Jilmar, todos com mandatos legislativos pelo PT.

Passe livre Investigado por suposta ligação com integrantes do PCC, o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) obteve ontem uma liminar que anula a suspensão do partido. Com isso, ele poderá registrar sua candidatura à reeleição. “O bem vence o mau (sic)“, comemorou, em mensagem a aliados.

TIROTEIO

“O governador promete um choque de gestão, mas é irresponsável e estoura as contas. Depois, pede prisão para se fazer de vítima.”
DO MINISTRO PAULO BERNARDO (COMUNICAÇÕES), sobre ação de Beto Richa (PSDB) contra Arno Augustin (Tesouro), que barrou empréstimo ao Paraná.

CONTRAPONTO

Devo, não nego, pago quando puder

Em lados opostos na eleição presidencial, o ministro petista Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e o candidato tucano Aécio Neves se encontraram em um evento recente em São Paulo. Assim que avistou o auxiliar de Dilma Rousseff, Aécio cobrou a promessa de um almoço no restaurante de sua filha, em Brasília.
Carvalho reconheceu o débito com o tucano, mas avisou que não pretende quitá-lo tão cedo. Segundo ele, a chefe não iria gostar muito do encontro.

—Vai ter que ficar para depois de outubro! —brincou o ministro, arrancando risadas do senador.