AGU dá sinal verde para que Dilma faça campanha em horário comercial

Por Painel

Tempo integral A AGU (Advocacia-Geral da União) deu sinal verde para que Dilma Rousseff faça campanha durante a semana e em horário comercial. O órgão afirmou ao Planalto que a presidente também poderá “casar” eventos de governo com atos de campanha em viagens oficiais. A AGU recomendou, no entanto, que o PT reembolse os gastos da União com deslocamentos para compromissos ligados à candidatura. Resta saber, agora, se a Justiça Eleitoral vai concordar com essas orientações.

Exemplo Em 2006, quando se reelegeu, Lula começou a campanha prometendo só pedir votos à noite. Surpreendido com a chegada de Geraldo Alckmin (PSDB) ao segundo turno, esqueceu o juramento e passou a ser candidato em tempo integral.

De grão… A equipe do tucano Aécio Neves decidiu intensificar a pressão sobre Dilma na Justiça Eleitoral, acusando a petista de usar a máquina para se promover.

… em grão Na segunda-feira, o PSDB promete entrar com nova representação por uma fala da petista no Espírito Santo. No dia seguinte, levará ação ao Tribunal Superior Eleitoral contra evento de entrega de unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Céu de brigadeiro Lula reclamou com um aliado, há cerca de 20 dias, que o marqueteiro petista João Santana teria exagerado nas previsões otimistas sobre a candidatura de Dilma. Para o ex-presidente, o discurso descalibrou a campanha e fez a petista patinar no início deste ano.

Púlpito e palanque O presidenciável Pastor Everaldo (PSC) não está ligando para críticas à mistura de política e religião. Amanhã, no primeiro dia de campanha, visitará a sede da Assembleia de Deus em Madureira, no Rio.

Rebanho Everaldo, que tem 4% no Datafolha, aposta tudo na força dos fiéis. Dos eleitores que declaram voto nele, 60% são evangélicos pentecostais. O segmento soma 21% do total da amostra.

De saída Paulo Maluf prometeu à cúpula nacional do PP que deixará a presidência do diretório paulista da sigla no primeiro semestre de 2015. Alguns dirigentes já defendem que ele seja expulso se não cumprir o combinado.

Escaldado Alckmin traçou estratégia mais cautelosa que Dilma para sua candidatura à reeleição ao governo de São Paulo. Usará a hora do almoço, a noite e os fins de semana para fazer campanha.

Blindado Fiel ao táxi nas disputas anteriores, o tucano estuda a possibilidade de usar o carro oficial desta vez. De acordo com auxiliares, ele poderia se justificar alegando motivos de segurança.

Adolar

Vaqueiro O governador mais do que dobrou seu rebanho de bois entre 2010 e 2014. Há quatro anos, tinha 21 cabeças de gado. Desta vez, declarou à Justiça Eleitoral 43 reses, no valor de R$ 68 mil.

Despejo O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), exonerou os 23 servidores do gabinete de seu vice, Rômulo Gouveia (PSD), que manifestou apoio a seu rival Cássio Cunha Lima (PSDB). Também cortou todos os telefones celulares.

Reintegração A Justiça anulou os atos para assegurar a “continuidade do serviço público”. “Nem na ditadura houve algo parecido. Aureliano brigava com Figueiredo e não foi posto para fora do Jaburu”, queixa-se Gouveia.

Visita à Folha José Antonio Dias Toffoli, presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava com Juliana Neiva, assessora de imprensa.

TIROTEIO

“Como o PT ofereceu uma candidatura ao governo paulista que tende a ser inviável, o PMDB tornou-se seu hospedeiro natural.”

DO DEPUTADO DUARTE NOGUEIRA, presidente do PSDB-SP, sobre o risco de os petistas abandonarem Alexandre Padilha (PT) para apoiar Paulo Skaf (PMDB).

CONTRAPONTO

O passado te condena

Líder do governo na Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) se esforçava para acuar a oposição em audiência da presidente da Petrobras, Graça Foster. Aproximou-se do líder do DEM, Mendonça Filho (PE), e avisou que pretendia mirar a oposição, questionando os negócios da estatal no governo FHC (PSDB), especialmente a construção do gasoduto Brasil-Bolívia.

Mendonça deu de ombros.

—Tudo bem, Arlindo. Mas sabe quem foi o diretor de Gás da Petrobras no governo Fernando Henrique? Seu amigo petista Delcídio Amaral!