Em queda nas pesquisas, campanha de Dilma se divide sobre tom a adotar

Por Painel

Cabo de guerra A campanha petista está dividida sobre o tom que Dilma Rousseff deve adotar diante da queda nas pesquisas. A ala liderada pelo ex-ministro Franklin Martins quer que ela antecipe o embate político e assuma um tom ofensivo contra os adversários e a imprensa. Ele argumenta que o Planalto está na defensiva e tem se deixado pautar pela oposição. O marqueteiro João Santana defende que Dilma não deve cair no “bate-boca” e pede paciência até o início da propaganda na TV.

Clima quente Os dois grupos trocaram palavras ríspidas na última reunião no Palácio da Alvorada, dia 2. Segundo participantes, Dilma indicou concordar com a linha sugerida por Santana. Ao menos por enquanto.

Nós e eles O presidente do PT, Rui Falcão, atenua as divergências e diz que as comparações com o projeto do PSDB serão inevitáveis. “Vamos mostrar o que nós fizemos e o que nós faremos.”

Venezuela Os petistas prometem não recuar no debate sobre o decreto que cria a política de participação social. A oposição diz que a medida é “chavista”. O governo rejeita o adjetivo. “Será um teste. Vamos ver quem está de que lado”, desafia Falcão.

Barrado no baile O senador Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo de Pernambuco, foi barrado por seguranças da Presidência em seu próprio prédio, onde ofereceu jantar a Dilma e Lula na sexta-feira (13).

Libera o doutor O segurança pediu que o porteiro interfonasse para saber se o parlamentar podia subir. “A casa dele é aqui…”, respondeu o funcionário.

Esquimó O ex-presidenciável Randolfe Rodrigues afirma que o PSOL errou ao encampar o discurso contra a Copa. Para ele, não se pode confundir a crítica aos gastos com o futebol. “Isso daria certo no Alasca, não no Brasil.”

Cachimbo da paz O vice-presidente americano, Joe Biden, enviou sinais de que pretende tratar sua visita ao Brasil como um gesto de normalização das relações com o país, após as denúncias de espionagem dos EUA.

Eu acendo O Planalto deve ser receptivo ao “namoro”, diz um auxiliar de Dilma. No início, a aproximação terá uma agenda mais leve. Serão evitados temas polêmicos, como disputas comerciais e tensões diplomáticas.

Queixa ao bispo As seis centrais sindicais do país fizeram reclamação contra o Brasil na OIT (Organização Internacional do Trabalho). As entidades protestam contra decisões da Justiça do Trabalho sobre o direito de greve.

Batalha do Metrô As centrais reclamam da concessão de liminares que obrigam os trabalhadores a manter serviços considerados essenciais ou impedem a realização de piquetes.

82º senador Parlamentares se dizem impressionados com a presença assídua de Paulo Schmidt, presidente da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho), em gabinetes do Senado. Seu lobby por benefícios para juízes gera desconforto na Casa.

Eu explico Schmidt alega que as associações de juízes “sempre fizeram interlocução com o Congresso”. Ele sustenta que a Anamatra defende, “além da pauta corporativa, assuntos sobre a estrutura do Judiciário”.

Tipo exportação Luís Roberto Barroso, o ministro do STF, foi convidado a falar amanhã em evento das Nações Unidas, em Nova York. Vai abordar a inclusão da justiça como um dos objetivos de desenvolvimento do milênio.

TIROTEIO

“Em vez de defender a civilidade e condenar as ofensas a Dilma, Aécio prefere pegar carona na deselegância e no preconceito.”

Do presidente do DO PT-SP, Emidio de Souza, sobre a afirmação do tucano de que as vaias na abertura da Copa do Mundo mostram uma ‘presidente sitiada’.

CONTRAPONTO

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

Ao cumprimentar as autoridades no palanque de um evento do PT na última sexta-feira (13), no Recife, o ex-presidente Lula fez uma pausa após citar o nome do ministro da Educação, Henrique Paim.

– Paim, levanta para todo mundo ver! –pediu o petista, ao microfone.

O ministro, que não está entre os integrantes mais altos da Esplanada, se levantou prontamente.

– Quando você fala “ministro”, as pessoas acham que é um homem grande… Se você ficar sentado, ninguém vai te ver! –brincou Lula.