Barbosa diz a Dilma que se ausentará do Brasil durante período eleitoral

Por Painel

Diz que fui por aí O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, disse a Dilma Rousseff nesta quinta-feira que não pretende estar no Brasil no período eleitoral. O ministro não detalhou à presidente o que pretende fazer depois que se aposentar, mas o fato de que pretende se ausentar do país enfraquece as especulações de que poderia declarar apoio a algum candidato de oposição e atuar na campanha. A conversa com Dilma foi descrita como “cordial” pela presidente a auxiliares.

Top secret Barbosa solicitou a audiência com Dilma na quarta-feira, sem detalhar o assunto, e pediu que não houvesse outros participantes do encontro.

Portfolio Em uma das conversas que teve ontem, o relator do mensalão disse que se sentia cansado e que havia cumprido seu papel na corte. Lamentou apenas não ter julgado o processo da correção das cadernetas de poupança.

Planos Ministros lembravam ontem que Barbosa revelara recentemente ter recebido convite para presidir uma organização internacional de combate à corrupção.

Padrinho Advogados com acesso ao STF apostam que Dilma dará peso especial a nomes sugeridos por Ricardo Lewandowski para a vaga do atual presidente da corte.

Largada Voltaram a figurar na bolsa de apostas os advogados Heleno Torres e Luiz Edson Fachin, “finalistas” da vaga que ficou com Luis Barroso, e os ministros do STJ Benedito Gonçalves, Luis Felipe Salomão, Nancy Andrighi e Herman Benjamin.

Volver Em jantar com a comunidade judaica na quarta-feira, Dilma relatou preocupação com o avanço da “extrema direita” no mundo, sobretudo na Europa.

Ressaca São Paulo ainda não aprovou a lei estadual permitindo venda de bebidas alcoólicas no Itaquerão na Copa do Mundo. O projeto enfrenta resistência de parte da bancada evangélica na Assembleia, que tem 21 membros.

Só chamar O deputado Luiz Moura (PT) contatou o presidente do Conselho de Ética da Assembleia paulista, Hélio Nishimoto (PSDB), se colocando à disposição para prestar esclarecimentos.

Arestas Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva devem se encontrar hoje com Julio Delgado (PSB-MG) para tentar acertar sua candidatura ao governo de Minas. Oficialmente, a Rede defende Apolo Heringer como candidato.

De fininho Dirigentes da Rede se incomodaram com a conversa entre Campos e Geraldo Alckmin (PSDB) no fim de semana. Esperavam ter sido avisados do encontro.

Agora vai Aliados de Gilberto Kassab (PSD) estão certos de que, até o fim da próxima semana, estará batido o martelo sobre o rumo do partido na eleição paulista. A aliança com Alckmin ainda é considerada a mais provável.

Agora não vai No QG de Paulo Skaf (PMDB), a desistência de Henrique Meirelles (PSD) de se candidatar ao Senado foi vista como mais um sinal de que o partido deve mesmo se aliar aos tucanos.

DNA Eunício Oliveira (PMDB-CE) está acertando detalhes para contratar Paulo Alves para chefiar a publicidade de sua campanha ao governo do Ceará. Alves foi o principal auxiliar de João Santana na campanha de Fernando Haddad (PT).

Alves

Açougue Piada que circula entre políticos de Goiás sobre a desistência de Júnior Friboi (PMDB) de disputar o governo e o retorno de Iris Rezende (PMDB): “Ele conseguiu fazer o Roberto Carlos comer carne, mas não consegue fazer o Iris largar o osso”.


TIROTEIO

“Essa negociação que Kassab conduz é no estilo tântrico: quando você acha que já está chegando ao clímax, começa tudo de novo.”

DO DEPUTADO GUILHERME CAMPOS (PSD-SP), sobre a saída de Henrique Meirelles da disputa pelo Senado em meio às negociações com outros partidos.


CONTRAPONTO

Testando, 1, 2, 3…

Ao iniciar seu discurso na posse dos membros do conselho de turismo do Estado, em março, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), falou por um tempo com ruídos que impediam que as pessoas escutassem o que ele dizia. Percebeu que o sistema de som não estava funcionando direito e, logo, os técnicos do Palácio dos Bandeirantes resolveram o problema.

Ao retomar o microfone, certificou-se de que tudo estava nos conformes e fez piada:

— Aparelho do som é igual a gerente de banco: quando você mais precisa, ele falha!