Baixa popularidade de Haddad prejudica Dilma e Padilha em SP

Por Painel

Chuvas e trovoadas Uma das principais preocupações na campanha de Dilma Rousseff é a dificuldade que o PT enfrenta em São Paulo. A aproximação de Geraldo Alckmin com partidos da base dilmista, como PSD e PR, e a demora na recuperação da popularidade do prefeito da capital, Fernando Haddad, são vistos como entraves não só para a decolagem do candidato a governador Alexandre Padilha, mas ao desempenho da candidatura da presidente à reeleição no principal colégio eleitoral do país.

Calendário O QG da reeleição avalia que cumpriu a tarefa de maio, que era estancar a queda de Dilma nas pesquisas. A missão de junho, definiu a coordenação, é reduzir ao máximo os danos com os protestos anti-Copa.

Sem piscar Lula e Gilberto Kassab conversaram no fim da semana passada. O ex-presidente saiu confiante de que o ex-prefeito manterá o acordo para apoiar Dilma, mas não descartou que ele se alie ao PSDB em São Paulo.

Não custa Pelo sim, pelo não, o ex-presidente deve chamar nos próximos dias Henrique Meirelles para garantir que seu ex-presidente do Banco Central não será vice na chapa de Aécio Neves.

Rebanho Políticos protagonizaram a festa de aniversário do pastor Samuel Ferreira, da Assembleia de Deus, no sábado, em São Paulo. Subiram ao palco o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o senador Aloysio Nunes (PSDB) e o presidenciável Pastor Everaldo (PSC).

Oremos Os quatro principais pré-candidatos ao governo paulista também estiveram lá. Kassab, cuja definição de apoio pode desequilibrar o tempo de TV, monopolizou as atenções de Alckmin, Padilha e Paulo Skaf (PMDB).

Linha direta O pastor agradeceu em público a Dilma por ter telefonado para cumprimentá-lo pelo aniversário e registrou o horário exato do telefonema: 19h05.

Emissário O tucano Aécio Neves (PSDB) pediu que o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, tentasse dissuadir seu partido, o PSB, de romper a aliança em Minas e lançar candidato próprio ao governo do Estado. Lacerda entrou em campo, mas ouviu que a decisão é irreversível.

Vai lá Provável candidato em Minas, o deputado federal Júlio Delgado recebeu do comando nacional do PSB pesquisas qualitativas que o encorajaram a disputar. A estratégia será mostrá-lo como o “novo” diante de dois candidatos bem conhecidos.

Pedra dura Definida a questão mineira, resta o impasse de São Paulo. No fim de semana, a Rede de Marina Silva reforçou a tese de candidatura própria ou apoio a Ricardo Young, cujo partido, o PPS, deve se aliar a Alckmin.

Água mole O núcleo duro do PSB, no entanto, deve enumerar cinco Estados em que os palanques foram definidos em comum acordo (RJ, MG, RS, DF e AM) para tentar minimizar o mal-estar com uma eventual decisão contrária à Rede em São Paulo.

Habitué As investigações da Polícia Federal na Operação Lava Jato captaram uma troca de mensagens em que o deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) combina um encontro na casa do doleiro Alberto Youssef, em São Paulo. “Tô aqui no escritório. Te espero aqui e vamos juntos para casa”, escreveu Youssef.

Cara limpa Apesar de desistir do projeto de lei que pune “black blocs” em protestos, o governo federal entende que as polícias deverão coibir a participação de mascarados nos atos. O argumento é o inciso IV do artigo 5º da Constituição, que garante a livre manifestação “vedado o anonimato”.

TIROTEIO

“A esperança já venceu o medo em 2002. E agora de novo o desejo de mudança vai vencer os novos propagadores do medo.”

Do deputado Beto Albuquerque, líder do PSB na Câmara, sobre propaganda de TV do PT que aponta risco de retrocesso em caso de vitória da oposição.

CONTRAPONTO

CASA DE FEREIRO

Durante audiência da CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris fez um apelo ao presidente, o também tucano Bruno Covas, para que todos os parlamentares da comissão passassem a receber em formato digital os documentos recebidos pela CPI.

– Serão muitas páginas. Quanto papel será gasto se cada deputado tiver cópia de tudo? —indagou Macris.

Para evitar qualquer tentativa de outros deputados de manter a cópia em papel, o tucano apelou:

– Não vamos esquecer que até bem pouco tempo nosso presidente era secretário estadual de Meio Ambiente!