Governo fará campanha na internet para explicar gastos com a Copa

Por Painel

A Copa é nossa “A Copa vai ser boa para o Brasil?” Esta é a pergunta que o governo federal tentará responder em um vídeo institucional de três minutos que a Secretaria de Comunicação Social vai divulgar na internet. O objetivo é explicar a origem dos gastos na construção de estádios, apontar que investimentos em saúde e educação foram “cem vezes maiores” no período de preparação para o evento e mostrar o legado no transporte. “A Copa não foi feita para esconder nossos problemas”, diz a locutora.

Acréscimos A menos de um mês da competição, o governo ainda se preocupa com a campanha negativa contra os gastos públicos e diz que a estratégia de comunicação, considerada falha, ainda não entrou nos eixos.

Termômetro Articuladores políticos da Prefeitura de São Paulo receberam sinais de que a ameaça de paralisação de motoristas de ônibus deve ser controlada e, por enquanto, não deve tomar a mesma dimensão que os movimentos do Rio.

Trunfo As greves violentas em Salvador e Recife devem levar o governo federal a reforçar a possibilidade de decretar Garantia da Lei e da Ordem desde que os governadores reivindiquem. A medida transfere para o Exército o comando da segurança.

Grão em grão Quatro siglas nanicas fecharam apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB): PTN, PSL, PTC e PT do B. O anúncio deve ser feito na semana que vem.

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‌Cannes De um petista graduado sobre o comercial da sigla em que as pessoas são mostradas pobres no passado e em melhor situação após os governos do PT: “Se o público-alvo entender, é ótimo. É filme para cineclube”.

Sandália Parlamentares que viajaram com Dilma Rousseff recentemente notaram que a presidente está mais “acessível” para o povo e os políticos. “Ela não está de salto alto”, diz um deles.

Mudou? O temor da cúpula do PT e do governo Dilma com a aproximação entre Gilberto Kassab (PSD) e Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo se baseia na leitura de que a entrada do ex-prefeito daria um toque sutil de “renovação” à chapa dos tucanos, há 20 anos no poder.

Combo Além do fortalecimento da candidatura tucana, a possível aliança entre Kassab e Alckmin também preocupa os petistas por fortalecer o palanque de Aécio no maior colégio eleitoral.

Território O presidente do PT, Rui Falcão, começa hoje um giro pelo Norte para acertar as estratégias do partido nas eleições e consolidar o apoio da sigla a Eduardo Braga (PMDB) no Amazonas. Hoje, deve discutir com petistas a candidatura de Angela Portela (PT) em Roraima

Bolsa oposição A Caixa pagou R$ 250 mil para patrocinar a Marcha dos Prefeitos deste ano, que serviu de palco para críticas dos presidenciáveis Aécio e Eduardo Campos (PSB) a Dilma. Por causa do apoio, a logomarca do governo federal foi estampada por todo o evento.

Passou do ponto Integrantes da CPI da Petrobras no Senado demonstraram incômodo com o plano de trabalho aprovado para a comissão, que direcionou seu foco sobre governos do PSB, com o porto de Suape, e do PSDB. “Foi exagero”, resume um senador governista.

Pode ou não? O PT pedirá na CPI dos Pedágios na Assembleia de São Paulo acesso aos trabalhos de três consultorias contratadas pela Artesp que embasaram a renovação das concessões das rodovias, em 2006. Quer compará-los ao executado pela Fipe, que apontou ganhos irregulares com a prorrogação.

 

TIROTEIO

O governo Dilma Rousseff está tão ruim que até o PT faz um programa inteiro na TV para dizer que é preciso mudar.

DE AÉCIO NEVES, pré-candidato do PSDB à Presidência, sobre a propaganda petista levada ao ar nesta quinta-feira, que falou várias vezes em ‘‘mudança’’.

 

CONTRAPONTO

Meias palavras

Em votação do Plano Nacional de Educação em comissão especial da Câmara, deputados discutiam um destaque feito pelo deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ).

Durante os debates, no entanto, o parlamentar decidiu retirar seu pedido para mudança no texto.

—O senhor precisa renunciar formalmente, deputado!— informou o presidente do grupo, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES).

Diante do chamamento, Nercessian fez graça:

—Eu acho “renuncio” muito forte, presidente…Eu titubeio, eu desisto, pode ser?