Programa do PT na televisão voltará a intercalar falas de Dilma com as e Lula

Por Painel

Ela disse, ele disse O programa de TV que o PT leva ao ar em 15 de maio deve repetir o jogral entre Dilma Rousseff e Lula, que vão se alternar na tela, completando as frases um do outro. A ideia é a mesma de quando o recurso foi usado pela primeira vez: atrelar a popularidade do ex-presidente à aliada, em queda nas pesquisas. No mais, o filme mostrará obras e realizações em formato de videoclipe, com ênfase no tripé de ações com a grife de Dilma: Minha Casa, Minha Vida, Pronatec e Mais Médicos.

Colateral A volta de Lula à publicidade petista é uma guinada em relação às inserções de março, 100% focadas em Dilma. O risco da volta do jogral é dar mais combustível à especulação de troca de candidato do partido.

Mais tela Antes da propaganda, no entanto, Dilma deverá usar rede nacional de TV a pretexto de celebrar o Dia do Trabalho, em 1º de maio.

Na manga A dupla ainda não gravou. Por ora, está descartado usar a janela na TV para falar de Petrobras e outros temas polêmicos, como inflação. Mas pesquisas ditarão se haverá necessidade de introduzir alguma “vacina” ou mudar o roteiro prévio.

Tribunal O governo fará uma série de debates para fortalecer o Mais Médicos entre formadores de opinião. Amanhã, Arthur Chioro (Saúde) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral) discutirão o tema com advogados e juristas em faculdade de São Paulo.

Desafio… A chef Morena Leite, que assinará o menu do jantar oferecido amanhã a Eduardo Campos e Marina Silva por João Dória Jr., está suando o dólmã para conceber uma opção para a candidata a vice pelo PSB, dada a ampla lista de restrições alimentares da ex-senadora.

Alves

… gourmet Morena deve optar por um filé de frango sem condimentos, aos quais Marina é alérgica. O acompanhamento deverá ser um legume, e a sobremesa, fruta.

Me dá… Conselheiros de Eduardo Campos pedirão aos institutos de pesquisas que apresentem os nomes das chapas presidenciais completas aos entrevistados a partir de junho. Pessebistas querem que a divulgação dos números seja embalada pelo nome de Marina como vice.

… um voto aí Sondagens internas realizadas pelo partido sugerem que a chapa atingiria hoje 42% das intenções de voto entre os eleitores que conhecem todos os candidatos. Sozinho, Campos tem 28% nesse grupo.

Yin O Planalto quer manter a CPI da Petrobras apenas no Senado porque acredita que lá o tema será tratado com mais serenidade.

Yang Pretende, no entanto, abrir em conjunto com a Câmara a comissão para investigar o metrô de São Paulo. A ideia é criar o maior barulho possível em torno do tema —já que os deputados estão em busca de um “palco” para suas reeleições.

Menos um Para dirigentes do PT, André Vargas sucumbiu a pressões para se desfiliar por temer novas revelações sobre sua relação com Alberto Youssef. Acreditam que, assim, ele não precisa mais se preocupar em dar satisfações à legenda.

Escudo O deputado Bruno Covas (PSDB), que até o início do mês era secretário de Meio Ambiente de Geraldo Alckmin, foi escolhido pelo governo para presidir a CPI dos Pedágios na Assembleia.

Vazado Tucanos se dizem tranquilos quanto às investigações, mas admitem receio com o dano eleitoral que o PT, autor do pedido da investigação, pode provocar. Por isso a decisão de nomear Covas e outros dois ex-secretários para integrar o grupo.

TIROTEIO

“Nem o socorro dos bancos às elétricas será capaz de iluminar o poste Dilma, que está deixando os trabalhadores na escuridão.”

DO DEPUTADO PAULINHO DA FORÇA (SP), presidente nacional do Solidariedade, sobre o empréstimo de bancos a distribuidoras para custear gastos extras.

CONTRAPONTO

Era no tempo do rei

Em 1641, com o fim da união entre Portugal e Espanha, o proprietário de terras brasileiro Amador Bueno, filho de espanhol, foi aclamado pela população pró-castelhana como o “rei de São Paulo”. Na época, ele recusou o título e disse ser súdito do rei D. João IV, de Portugal.

Em março, o ex-presidente espanhol José María Aznar visitou o governo paulista e, antes mesmo de encontro com o governador Geraldo Alckmin, já foi se explicando:

—Fiquem tranquilos, paulistas, não venho em nome da Espanha requerer os direitos de Amador Bueno —afirmou, arrancando risos do governador.