Ministério Público de PE pede autos da Operação Lavo Jato para investigar Abreu e Lima

Por Painel

Poço sem fundo O Ministério Público Federal em Pernambuco pediu à Polícia Federal acesso aos autos da Operação Lava Jato para investigar denúncias de superfaturamento nas obras da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras. Em ofício enviado à PF há nove dias, a procuradora Silvia Lopes aponta suspeitas de fraude em licitações e na execução de contratos. O órgão afirma que pretende averiguar “possíveis atos de improbidade administrativa” praticados por agentes públicos na contratação da obra.

Com lupa A Procuradoria da República em Pernambuco abriu dois procedimentos este ano para apurar as possíveis irregularidades na obra. O órgão cita ainda a existência de dois inquéritos sobre o caso iniciados em 2011 pela Superintendência da Polícia Federal no Estado.

Crivo 1 A PF precisou pedir aval ao Palácio do Planalto para emitir nota na última terça-feira anunciando o indiciamento de 46 pessoas na Operação Lava Jato.

Crivo 2 O texto não cita nenhum nome e chama os doleiros de “operadores do mercado clandestino de câmbio”. Ainda assim, a burocracia fez a PF divulgar a conclusão da investigação só às 23h.

Milhagem Dilma avisou ao governador pernambucano, João Lyra Neto (PSB), que pretende voltar ao Estado antes de junho para inaugurar outras obras do governo federal, a exemplo do que fez no início da última semana.

Cenário novo O Planalto quer intensificar a presença da presidente no reduto de Eduardo Campos (PSB). Em 2010, a petista teve vantagem de 1,8 milhão de votos sobre o segundo colocado no Estado.

Tour Campos estenderá para outros Estados do Norte e do Nordeste a viagem que fará ao Amazonas para participar de encontro do PSB. Ele passará também por Pará, Maranhão e Piauí, a partir de quinta-feira. Há a expectativa de que Marina Silva o acompanhe na ida a Belém.

Prévia Principal orador da cerimônia que celebrará a Inconfidência Mineira na próxima segunda-feira, em Ouro Preto (MG), o senador Aécio Neves (PSDB) vai aproveitar o palco para “estrear” o discurso que deve nortear sua campanha presidencial.

Velocímetro 1 Marqueteiros de vários partidos avaliaram que o programa do PSDB protagonizado por Aécio Neves cumpriu bem o papel de apresentá-lo ao eleitorado. Acham que foi mais eficaz que o de Eduardo Campos (PSB), três semanas antes.

Velocímetro 2 O problema da propaganda tucana, segundo publicitários experientes, é apostar todas as fichas nos atributos pessoais de Aécio. “Isso não vira votos na velocidade que ele precisa”, argumenta um deles.

Trunfo Aécio se recusou, nas discussões sobre os programas do PSDB em 2013, a usar abertamente a figura de Tancredo Neves. No programa de quinta-feira, o avô teve participação importante.

Mudei Presidente do PPS e ainda defensor da aliança do PSB com Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, Roberto Freire diz que o apoio nacional do PV a Campos poderia mudar a disposição de seu partido no Estado. “Podemos discutir uma alternativa.”

Lá e cá O ex-presidente Lula visitou José Serra (PSDB) no hospital Sírio-Libanês na quinta-feira. Na conversa, de cerca de 20 minutos, não falaram de política —mas da saúde de ambos.

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Pé de quê De um adversário de Alckmin sobre o estado crítico dos reservatórios hídricos paulistas: “A situação está tão ruim que fui ao parque outro dia e estava faltando até água de coco”.

TIROTEIO

No tempo que Dilma tinha para crescer, antes da campanha oficial, começou a cair. Essa é a leitura que importa do sentimento do país.
DE EDUARDO CAMPOS, pré-candidato do PSB à Presidência, sobre resultado da pesquisa Ibope que mostra queda de aprovação e intenção de voto na petista.

CONTRAPONTO

Esmola demais

Ao de sair de um almoço no tradicional restaurante Piantella, em Brasília, no fim de março, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) foi abordado por um vendedor ambulante, enquanto esperava seu carro na calçada. O homem ofereceu todo tipo de bugiganga ao petista, que dizia não estar interessado nas mercadorias.

No fim, o ambulante tentou lhe vender bilhetes de loteria. Paulo Bernardo disse que não poderia comprá-los. O vendedor quis saber o motivo e o petista respondeu:

—Imagine, se eu ganhar e ficar milionário, ninguém vai acreditar que o dinheiro veio da loteria!