Lula teme que PP, hoje na pasta das Cidades, feche aliança com Aécio

Por Painel

Pedras no caminho Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, na conversa com a presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira, preocupação com a possibilidade de o PP, hoje no comando do Ministério das Cidades, fechar aliança com Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial. O ex-presidente também considera ruim para a campanha à reeleição da aliada a candidatura do Pastor Everaldo (PSC), que, com 2% no último Datafolha, pode contribuir para levar a disputa para o segundo turno.

Aviso prévio A entrevista de Lula a blogueiros ontem não pegou o Planalto de surpresa: na conversa, o ex-presidente comunicou à sucessora que romperia o silêncio dos últimos meses e passaria a defender o PT e o governo.

Gangorra 1 Dilma comentou com auxiliares a volatilidade do mercado financeiro, mas disse que a crise política entre Rússia e Ucrânia leva investidores a trocarem a região por outros países dos Brics, como o Brasil.

Gangorra 2 Graças a esse movimento, Dilma acredita em queda mais acelerada do dólar, o que poderia ajudar a segurar a alta da inflação.

Timing André Vargas (PT-PR) deu sinais contraditórios sobre a possibilidade de renunciar a seu mandato. A aliados, disse que pretende esperar alguns dias antes de se decidir. O prazo, segundo membros do governo, só é aceitável se nenhuma nova denúncia contra ele surgir.

Rei posto Petistas da Câmara já projetam uma disputa interna pela sucessão de Vargas na primeira vice-presidência da Casa, se ele renunciar. Deputados citam como favoritos Marco Maia, Arlindo Chinaglia, Henrique Fontana e Paulo Teixeira.

Caixa Entre os documentos entregues à bancada do PT pela defesa da Petrobras chama a atenção troca de e-mails em 2007 entre o ex-diretor Nestor Cerveró e representantes da Astra, retiradas de sindicância da CVM.

Pista Nessas mensagens Cerveró fala pela primeira vez na possibilidade de compra total da refinaria de Pasadena. Os e-mails foram usados no processo internacional no qual a Petrobras foi obrigada a comprar a parte da empresa belga na planta do Texas.

Munição O líder do PT na Assembleia paulista, João Paulo Rillo, apresentou a senadores da sigla levantamento que mostra R$ 30 bilhões em contratos do governo do Estado com Alstom e Siemens desde 1990, dado que será usado para atacar o PSDB caso prospere a CPI ampla.

Refresco Geraldo Alckmin (PSDB) terá um reforço no caixa. A Assembleia aprovou ontem programa que dá desconto a quem quitar dívidas atrasadas com o Estado. Em 2013, programa semelhante rendeu R$ 14 bilhões.

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Gafe Do secretário de Cultura do Rio, Sérgio Sá Leitão, ao justificar a ausência do chefe em palestra de FHC: “Estou aqui com a desagradável missão de representar o prefeito Eduardo Paes…”.

Em família O novo secretário de Turismo do Recife, o publicitário Camilo Simões, é filho da dona de uma das empresas que detêm contas de comunicação do município. Em 2013, a prefeitura empenhou R$ 4,1 milhões para a consultoria Marta Lima.

Veja bem Segundo a prefeitura,o contrato é de 2013, houve concorrência e a empresa não presta serviços para a pasta de Simões.

Visita à Folha Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato do PT ao governo de São Paulo, visitou ontem a Folha, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Luciano Suassuna e Erica Benute, assessores de imprensa.

TIROTEIO

“Alguém precisa avisar a Lula que é exatamente pelo PT usar suas garras e dentes que a Petrobras está indo para o buraco.”

DO DEPUTADO ESTADUAL CAUÊ MACRIS (PSDB-SP), líder na Assembleia, sobre o petista convocar a sigla a usar “unhas e dentes” para rebater acusações.

CONTRAPONTO

Cada um na sua

Empenhado em fazer a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara votar sua PEC da reforma política, que, entre outros aspectos, mantém o financiamento empresarial de campanha, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), chocou-se com seu próprio partido:

—O PT tem posição nacional de não votar essa PEC de afogadilho. Precisamos debater muito mais essa questão —disse Iriny Lopes (PT-ES).

Vaccarezza, contrariado, rebateu:

—Eu sou sempre seguidor das decisões do meu partido, mas não do estalinismo!