Casa de Maluf é palco de romaria de políticos em busca de apoio do PP

Por Vera Magalhães
Rui Falcão, Lula, Haddad e Maluf nos jardins da mansão do presidente estadual do PP em São Paulo em 2012 (Foto: Moacyr Lopes Jr/Folhapress)
Rui Falcão, Lula, Haddad e Maluf nos jardins da mansão do presidente estadual do PP em São Paulo em 2012 (Foto: Moacyr Lopes Jr/Folhapress)

Palco de uma das imagens mais emblemáticas da campanha à Prefeitura de São Paulo em 2012, a mansão de Paulo Maluf nos Jardins, na capital paulista, tem recebido nas últimas semanas uma romaria de políticos em busca do apoio do PP na disputa pelo governo do Estado.

Depois de receber o secretário da Casa Civil de Geraldo Alckmin, Edson Aparecido, para almoçar na quinta-feira passada, o veterano deputado federal e presidente estadual do PP dividiu a mesa com o pré-candidato do PMDB ao governo, Paulo Skaf, nesta segunda-feira.

O PT, por intermédio do presidente estadual, Emídio Souza, também tem frequentado a mansão da rua Costa Rica para tentar costurar uma aliança do partido de Maluf que dê mais tempo de TV a Alexandre Padilha.

Foi nos jardins da casa que um sorridente Maluf apareceu em fotos num cumprimento com o ex-presidente Lula, seu arquirrival do passado, e o então candidato a prefeito Fernando Haddad, em 2012, quando foi selada a aliança do PP com o PT.

A imagem rendeu questionamentos a Haddad em entrevistas e debates, além de críticas de aliados históricos do PT e até mesmo de filiados do partido. Luiza Erundina (PSB) desistiu de ser vice na chapa do petista graças ao apoio do ex-prefeito.

Dois anos depois, Maluf, aos 83 anos e ainda assediado, faz suspense sobre a decisão que vai tomar, mas aponta meados de maio como a data da definição. A aliados, o ex-prefeito da capital e ex-governador do Estado costuma dizer que o que orientará a decisão serão os espaços de governo oferecidos ao partido pelos três postulantes –aos quais faz elogios em doses igualitárias.