Planalto vai contratar advogado para acompanhar, na Itália, caso Pizzolato

Por Painel

Marcação cerrada A pedido do Ministério Público Federal, o governo vai contratar um advogado para acompanhar, na Itália, o caso de Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil que fugiu para o país após ser condenado no mensalão. Três escritórios de advocacia estão sendo cotados pelo Planalto, e o acerto deve ser formalizado na semana que vem. O cenário mais provável, para o governo, é que a extradição seja negada, e o petista, obrigado a cumprir pena no exterior.

Na alta O comando de campanha do PSDB comemorou o empate entre Aécio Neves e Dilma Rousseff nas faixas de maior poder aquisitivo e escolaridade. Esse grupo pode “espraiar” a intenção de voto do mineiro. Por isso, antes da Páscoa, o programa de TV do partido será voltado para as classes B2 e C.

Avaliação Os tucanos também acharam positiva a convergência do eleitorado de Aécio e Eduardo Campos num eventual segundo turno. Isso ajuda a dissipar a tese de que Campos teria mais facilidade de obter apoio num tira-teima contra Dilma, pelo fato de ter sido próximo ao PT.

Zero a zero No QG de Campos, o índice de 14% no principal cenário foi considerado um bom ponto de partida, por ser equivalente ao que ele tinha em outubro, quando foi anunciada sua aliança com Marina.

Avesso A estética da propaganda de Aécio é oposta à de Campos: usa cores fortes em vinhetas e gráficos e mostra Aécio falando “olho no olho” com o telespectador. Campos aparece em um filme em preto e branco conversando com Marina Silva sem olhar para a câmera.

Meia-volta Os dados do Datafolha que mostram estrago do caso Petrobras na imagem de Dilma devem dar mais espaço aos aliados do governo que defendem que não haja CPI, nem mesmo a ampla, programada para desgastar também a oposição.

Tensão 1 Peemedebistas alertam que o Planalto ficará refém da base aliada caso o início dos trabalhos da CPI da Petrobras seja empurrado para o fim do semestre.

Tensão 2 Às vésperas das convenções partidárias, o governo precisaria da ajuda da legenda para enterrar requerimentos espinhosos, e os peemedebistas cobrarão a fatura na formação das chapas nas eleições estaduais.

Mercado futuro A permanência de Cid Gomes (Pros) no governo do Ceará e o consequente impedimento de seu irmão Ciro disputar o Senado valorizou os passes da dupla para ocupar cargos no governo federal.

Para depois Ao decidir concluir o mandato, Cid adia o plano da vice-presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e Ciro, o de voltar ao Congresso. Articuladores do governo já colocam a dupla nos planos para o ministério de Dilma Rousseff, caso ela seja reeleita.

Para já Além disso, Ciro fica livre agora para atuar fazendo uma espécie de coordenação regional da campanha presidencial de Dilma nos Estados do Nordeste.

Carta… Aliados de Paulo Skaf (PMDB-SP), que disputará o governo, reúne material que permita acionar a Justiça Eleitoral contra os adversários Geraldo Alckmin (PSDB) e Alexandre Padilha (PT) por propaganda antecipada e abuso de poder, caso o peemedebista continue alvo de ações semelhantes.

… na manga Um exemplo citado pelo grupo de Skaf em relação a Alckmin é o vídeo e um panfleto que foi distribuído a motoristas pelo governo durante o Carnaval tratando da duplicação da Rodovia dos Tamoios.

TIROTEIO

“Enquanto o povo reclama saúde ‘padrão Copa’, o PT exibe seu padrão de candidato à presidência da Câmara dos Deputados.”

Do senador José Agripino (DEM-RN) sobre o suposto envolvimento do deputado petista André Vargas com um doleiro preso na Operação Lava a Jato.

CONTRAPONTO

SAIA JUSTA

Após ouvir o embaixador da Ucrânia no Brasil, que falou à comissão de relações exteriores, em março, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) cobrou a posição do ministro Celso Amorim (Defesa), também convidado, sobre a crise entre Rússia e Ucrânia. Amorim tentou se esquivar:

— Acho que podemos conversar sobre esse assunto num cafezinho.

O presidente da comissão, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), não titubeou:

— Depois, o senador Pedro Simon vai nos contar tudo, né? —disse, arrancando gargalhadas.