Ameaça de racionamento de água em SP preocupa PSDB mais que cartel

Por Painel

A cruz e a espada Aliados de Geraldo Alckmin (PSDB) dividem as preocupações do governador de São Paulo em dois tipos: de um lado, as investigações do cartel dos transportes e do caso Alstom e, de outro, os problemas administrativos. Nesse grupo estão a ameaça de racionamento de água no período eleitoral, os constantes problemas de pane do metrô e a crise na segurança. Apesar do desgaste das acusações de cunho ético, auxiliares do tucano avaliam que o segundo grupo é mais palpável pelo eleitor.

Salvo… Edson Aparecido (PSDB) recebeu a notícia de que o procurador-geral da República opinou pelo arquivamento das investigações relativas a ele no caso do cartel de trens e metrô diretamente de Alckmin.

… conduto O governador leu a notícia em voz alta para o chefe da Casa Civil durante reunião com outros quatro auxiliares em que eram discutidas propagandas institucionais do governo paulista.

Linha direta Dois dirigentes do PSDB que conversaram com o secretário assim que a notícia veio a público disseram que ele sai do caso “fortalecido” para permanecer no cargo e coordenar a campanha de Alckmin, depois de já ter sua saída dada como certa no Bandeirantes.

Viúva Porcina Já Saulo de Castro, que tomava pé dos assuntos da Casa Civil e admitia abertamente que mudaria de função, pode ser agraciado com uma saída honrosa e ir para outra área em que tenha a função de “acelerar” obras.

Laboratório Uma das hipóteses em estudo ontem no palácio era deslocar o titular da pasta de Logística e Transportes para uma supersecretaria fruto da fusão das áreas de Gestão e Planejamento.

Cubo mágico Mas a solução para atender Castro esbarraria na necessidade de contemplar o PPS e reacomodar Julio Semeghini, auxiliar da confiança do governador.

Puxadinho Edson Aparecido reuniu-se com Paulo Maluf anteontem. Em troca do apoio do PP à reeleição de Alckmin, o governo considera alocar o partido na Secretaria da Habitação, hoje comandada por Silvio Torres (PSDB), que também deixa o cargo para ser candidato.

Sem surpresa A decisão de submeter à Presidência do Senado um pedido de rejeição da CPI da Petrobras e apresentar o pedido para articular uma investigação mais ampla foi combinada entre os petistas e o próprio Renan Calheiros (PMDB-AL).

Fica assim Senadores governistas foram a Renan depois de uma reunião com Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais), logo depois da posse do novo articulador político do governo.

Viral Articuladores da candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Paraná estão certos de que a relação entre André Vargas (PT) e o doleiro Alberto Youssef será explorada por rivais da senadora. Por isso, o deputado continuará afastado do comando da campanha.

Se vira nos 30 Em meio à crise no Congresso, o líder do PT na Câmara, Vicentinho (SP), se apressou para chegar antes do fim da posse de Ricardo Berzoini. Correndo, teve de se abaixar para passar por uma corda que separava um salão do Palácio do Planalto do saguão do evento.

Poço Do líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), sobre a acusação feita pelo PT de vazamento de informações do caso Petrobras: “O Palácio do Planalto pirou de vez. Em vez de explicar por que Dilma autorizou a compra de Pasadena, querem investigar o vazamento de dados sobre a maracutaia”.

TIROTEIO

“Na época da denúncia contra Demóstenes, o DEM o afastou. O PT agora deve explicações sobre os atos do vice-presidente da Câmara.”

DE MENDONÇA FILHO (PE), líder do DEM na Casa, sobre o petista André Vargas (PR) ter usado jatinho do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato.

CONTRAPONTO

Quero ser grande

Ao acompanhar a presidente Dilma Rousseff em cerimônia em Fortaleza, em março, o governador cearense Cid Gomes (Pros) iniciou seu discurso com uma frase que, à primeira vista, soou como um autoelogio:

—Sou o maior governador da história do Ceará.

Diante do espanto, Cid se explicou:

—É que pesquisei e vi que sou o governador mais alto do Estado, com 1m84! —disse, provocando risos.

No palco, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), candidato à sucessão de Cid, cochichou com um aliado:

—Então eu serei o maior! Meço 1m86!