Alckmin não afastará o auxiliar cujo filho preside a CAF, acusada de cartel

Por Painel

Tête-à-tête Geraldo Alckmin (PSDB) foi informado pessoalmente pelo assessor João Carlos Meirelles de que o filho dele assumiria a presidência da CAF no Brasil, empresa acusada de participar de cartel que agiu no governo paulista. Após consulta informal à Corregedoria e à Procuradoria, e à luz das informações dadas pelo auxiliar, disse não ver problemas. Por isso, interlocutores consideram improvável que o tucano afaste o conselheiro. A ordem é que Meirelles “passe longe” de projetos do setor.

Quarentena Auxiliares ponderam, entretanto, que a relação entre eles sofre desgaste pelo ritmo de execução de certas obras, e creem que o tucano não se oporia a um pedido de saída de Meirelles.

Contra-ataque O comando da campanha de Aécio Neves (PSDB) ao Palácio do Planalto montou uma força-tarefa para formar 9 mil militantes em todo o Brasil para atuar nas redes sociais a favor da candidatura do tucano. Até o fim de maio, serão 300 sessões de treinamento.

Trincheira Os militantes são orientados a difundir noticiário positivo de Aécio e críticas ao governo Dilma Rousseff. O PSDB bancará os custos com salas e equipamento. O PT fará evento semelhante, em abril, em São José dos Campos (SP).

Forcinha Segundo um dirigente tucano, a maior parte dos militantes é jovem e quase todos são voluntários. Reservadamente, o partido admite pagar uma ajuda de custo para incentivar a adesão ao programa.

Facinho A bancada do PSDB na Assembleia paulista organiza jantar com Aécio para ajustar estratégia eleitoral nos redutos dos deputados. O último encontro com o presidenciável, em agosto, ainda tinha a sombra da candidatura de José Serra.

Só acredito… Apesar do discurso oficial de que Eduardo Campos (PSB) crescerá com o início da campanha na televisão, aliados já relatam “angústia” com o governador estacionado nas pesquisas, quase seis meses após a união com Marina Silva.

… vendo A esperança de transferência de votos o tornou “marinodependente”, dizem. “A impressão é que o vice é ele”, afirma um aliado.

Fio do bigode Ex-auxiliares do governo Lula dizem que, durante os meses em que se negociou a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, Sérgio Gabrielli, à frente da estatal, defendeu pessoalmente ao petista as condições do negócio.

Discutindo… O novo ministro da Saúde, Arthur Chioro, vai tentar reaproximar a pasta de entidades que romperam com o governo após o lançamento do Mais Médicos, como o Conselho Federal de Medicina. A intenção é amenizar críticas ao governo em ano eleitoral.

… a relação A pasta começa a organizar um encontro conjunto para discutir as políticas públicas da área. Ainda não há data marcada para a reunião, mas Chioro já fez contato com dirigentes de algumas das entidades.

Adolar

Tô fora Diplomatas mandaram recado ao governo brasileiro de que pretendem discutir a crise Rússia-Ucrânia na Cúpula de Segurança Nuclear que começa hoje. O vice-presidente Michel Temer, que representa o Brasil, deve fugir do tema para evitar constrangimentos.

Feridas Temer oferece um jantar no Palácio do Jaburu para toda a bancada do PMDB na Câmara esta semana. É uma tentativa do vice-presidente de recuperar sua relação com os deputados, sua principal base de sustentação no comando do partido, após a crise do partido com o governo Dilma.

TIROTEIO

“No governo tocado por Geraldo Alckmin, a promiscuidade na gestão pública tem abrigo e legitimidade no Palácio dos Bandeirantes.”

DE LUIZ CLAUDIO MARCOLINO, líder do PT-SP na Assembleia, sobre o filho do assessor especial do governador presidir a CAF, acusada de formação de cartel.

CONTRAPONTO

Olho gordo, bolso magro

Na semana passada, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) e o presidente da Câmara de Curitiba, Paulo Salamuni (PV), participaram de um evento no calçadão da rua XV de Novembro, tradicional ponto de encontro da cidade.

Quando partiam em direção ao carro, foram abordados por uma moradora de rua, que reconheceu o vereador:

— Paulo como você engordou!

— Poxa vida Tânia, nem estou tão gordo.

— Me dá R$ 20, Paulo?

— Mas você me chamou de gordo…

— Então me dá só R$ 10,00.