Campos é estrela de jantar no apartamento de Kassab

Por Painel

Tapete vermelho Horas antes de ser recebido com pompa na Associação Comercial de São Paulo, feudo político de Gilberto Kassab e Guilherme Afif, Eduardo Campos foi a estrela de jantar promovido pelo ex-prefeito paulistano em seu apartamento. Afif, vice-governador de São Paulo e ministro de Dilma Rousseff, estava entre os convidados. O grupo, eclético, reuniu desde adversários figadais do PT, caso do ex-senador Jorge Bornahusen, até petistas históricos, como o ex-deputado mineiro Paulo Delgado.

Tudo junto… A roda de políticos e empresários em torno de Campos reuniu ainda o candidato de Aécio Neves ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, e o ex-deputado mineiro Roberto Brant. Os dois foram ministros no governo FHC, bem como José Jorge, hoje no TCU, também presente ao convescote.

… e misturado Embora Kassab e o PSD tenham fechado questão pelo apoio a Dilma, aliados do ex-prefeito declaram preferência por Campos. Sua palestra atraiu o ex-secretário municipal Alexandre Schneider e o ex-vice de José Serra à Presidência em 2010, Índio da Costa.

Ilustração: Adolar

Nostalgia Diante da presença de tantos veteranos do Congresso Nacional no jantar, um dos convidados brincou: “Isso aqui está parecendo uma sessão da Constituinte”. Ao que o homenageado replicou: “É verdade, só está faltando o doutor Ulysses”.

Dois turnos Antes de participar do jantar para Campos, Afif se reuniu com Dilma, na tarde de domingo, no Alvorada. Repassaram números do programa de microcrédito, tema da fala da presidente no rádio ontem.

Estávamos lá Em encontro com ambientalistas ontem, Campos e Marina ensaiaram o discurso que deve pautar a campanha presidencial do pessebista e apontaram que houve “retrocesso” na área no governo Dilma. Até 2008, Marina era ministra do Meio Ambiente de Lula.

Hermano O presidente do PT, Rui Falcão, reúne-se na sexta-feira com Nicolás Maduro, chefe de Estado da Venezuela, em Caracas, para discutir a crise no país vizinho. Devem acompanhá-los representantes de outros partidos do Foro de São Paulo.

Rewind Em evento ontem em São Paulo, Dilma contou história repetida à exaustão na campanha de 2010, da garota que lhe perguntou se uma mulher podia chegar à Presidência. Desta vez, no entanto, omitiu o nome da menina: Vitória.

Flutuante No discurso, ao converter para reais o preço de uma vacina paga em dólares, a presidente adotou uma taxa de câmbio que arrepiaria a Fazenda: R$ 3,00.

Vai que Numa das reuniões de ontem com dirigentes do PMDB, Dilma quis saber se a ala rebelde do partido teria votos suficientes para romper a aliança com o PT. Ninguém foi assertivo quanto aos números da convenção.

Infiltrado Um peemedebista brincou que Michel Temer poderia aproveitar a viagem de Dilma ao Chile para fazer a reforma ministerial. “Mas ele quer tanto ficar na Vice-Presidência que é capaz de nomear petistas para os ministérios do PMDB”, disse.

Bipolar Apesar dos ataques ao governo, peemedebistas se preocupam com a presença da presidente nos palanques dos candidatos a governador. Não querem correr o risco de que ela apoie rivais da sigla nos Estados.

A fila anda A Assembleia paulista instala nesta semana a CPI do Trabalho Escravo. Vai funcionar no lugar da comissão criada para apurar a prestação de serviços da Eletropaulo, encerrada sem apresentar relatório.

TIROTEIO

“Eduardo Campos vivia ligando lá na Casa Civil, era super gentil. Agora está aí, querendo tomar o lugar do Aecinho na fila.”

DA SENADORA GLEISI HOFFMANN (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil, sobre críticas feitas a Dilma pelo governador pernambucano, ex-aliado do Planalto.

CONTRAPONTO

Beijo, me liga

Ao discursar ontem em evento para anunciar campanha de vacinação contra o HPV, a presidente Dilma Rousseff decidiu homenagear as garotas da plateia, que receberiam as primeiras doses do medicamento.

—Vocês vão me desculpar, mas eu vou começar cumprimentando as meninas —disse às outras autoridades.

Ao final, decidiu cumprimentar também os meninos, mas foi avisada, em coro pela plateia, que só garotas foram convidadas. Dilma não perdeu a piada:

— Eu sinto muito, mas depois, então, vocês entregam meus cumprimentos para os meninos também!