‘Me isolar é isolar a bancada’, diz Cunha

Por Vera Magalhães
Cunha (esq) e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)
Cunha (à esq.) e o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN) (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

 

O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, reagiu na manhã desta segunda-feira (10)  à estratégia do Palácio do Planalto de isolá-lo, deflagrada na véspera, em reunião da presidente Dilma Rousseff com o vice-presidente Michel Temer.

“Me isolar significa isolar a bancada”, disse à coluna, repetindo postagem que havia feito às 6h no Twitter.

Cunha disse que a reunião da bancada da Câmara está prevista para terça às 14h, e não para esta segunda, no mesmo horário em que Dilma convocou os caciques peemedebistas. “Tenho uma palestra no Exército agendada há dois meses”, afirmou.

O Planalto aposta no esvaziamento do deputado para pacificar a relação com o PMDB às vésperas da eleição. Nesta segunda, a presidente Dilma participa de reuniões com os peemedebistas Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o presidente da Câmara, Henrique Alves (RN), e o presidente nacional da legenda, Valdir Raupp.

A ideia de Dilma é tentar esvaziar a reunião da bancada do PMDB da Câmara, quando deve ser discutida a convocação de uma convenção extraordinária que pode, inclusive, analisar a aliança do partido com o governo petista. No governo, a rebelião comandada por Cunha é atribuída a uma tentativa do governador do Rio, Sérgio Cabral, de enfraquecer Temer no comando nacional do PMDB.